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Política
Julho 06, 2017 - 22:32

Secretária é demitida pelo Estado, mas continua no governo Izaias

Campanha. Silvia Bardy em campanha durante as eleições de 2016

Campanha. Silvia Bardy em campanha durante as eleições de 2016

Foto: /Arquivo Pessoal

Processo de condenação na esfera estadual corre sob sigilo; caso estaria relacionado a 'lesão ao patrimônio ou aos cofres públicos'

Hernane Lé[email protected]
Jacareí

A secretária adjunta de Educação da Prefeitura de Jacareí foi demitida do cargo que ocupava como funcionária de carreira do Governo do Estado de São Paulo. Silvia Teixeira Bardy teria cometido irregularidades durante o exercício da função de diretora que resultaram em lesão ao patrimônio ou aos cofres públicos.

Apesar da condenação, publicada no Diário Oficial da última quinta-feira, o governo Izaias Santana (PSDB) afirma que vai manter a Silvia Bardy no cargo de secretária adjunta, com salário de R$ 9.761,00, até que todo o processo de condenação da Procuradoria de Procedimentos Disciplinares do Estado seja analisado.

A reportagem do OVALE procurou a Secretaria de Educação do Estado para conhecer o teor do processo que resultou na condenação da servidora, mas a pasta informou que o caso está sob sigilo.

A exoneração é fundamentada pelo artigo 257 do Estatuto do Servidor, inciso sexto, que aplica demissão "a bem do serviço público ao funcionário que lesar o patrimônio ou os cofres públicos". A ex-diretora da Escola Estadual Darci Lopes, localizada no Jardim Paraíso, era servidora do Estado desde 1994.

Silvia estava afastada de suas funções de diretora desde janeiro desse ano, quando foi nomeada para o cargo comissionado na Secretaria de Educação de Jacareí na gestão do prefeito Izaias. Em 2008, ela concorreu pelo PSDB nas eleições municipais de olho em uma vaga de vereadora, conquistando 192 votos.

"Não havendo dolo não há porque ampliar os efeitos da perda do cargo. Nos próprios estatutos, para casos considerados graves, além da perda há o impedimento de ocupar cargos públicos, o que não foi o caso da servidora Silvia Bardy", explicou por nota a prefeitura, que ressaltou que a servidora não falaria sobre o assunto."A ilegalidade pode ser por dolo ou não. E, não havendo dolo não há porque ampliar os efeitos da perda do cargo", afirmou a prefeitura.

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