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Política
Julho 12, 2017 - 23:05

MPF quer 'pente-fino' na relação de Carlinhos e Odebrecht

carlinhos

Emenda. Carlinhos Almeida (PT), quando deputado federal, foi relator de uma MP para o setor de Defesa

Foto: /Larissa Ponce/Agência Câmara

Investigação tem origem em delação de ex-executivo da empresa. Caso também está sendo apurado pela Polícia Federal

Hernane Lé[email protected]
São José dos Campos

A Procuradoria e a Polícia Federal pretendem fazer um 'pente-fino' no processo que resultou na aprovação da Medida Provisória 544, de 2011, editada pelo ex-prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), à época em que era deputado federal. A investigação busca provar se existe relação entre as mudanças promovidas no texto com uma doação recebida pelo petista feita pela Odebrecht, uma das empresas beneficiadas pela iniciativa.

O inquérito que investiga o caso está sendo conduzido pelo procurador Ângelo Augusto Costa, da 3ª Subseção Judiciária do Estado, em São José. Sua equipe é composta por dois analistas e dois estagiários e, excepcionalmente, pode ser solicitado algum apoio adicional. Inicialmente o procurador pretende ouvir somente Carlinhos e Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, que citou o ex-prefeito em sua delação premiada.

Costa explicou à reportagem do OVALE, como pretende seguir com as investigações. "Analisando a tramitação, as conversas com a Mectron (unidade da Odebrecht Defesa e Tecnologia) com o Carlinhos, o parecer dele e a relação de eventual alteração da MP com os interesses da empresa, bem como o relacionamento passado e futuro entre Carlinhos e Odebrecht", disse.

DELAÇÃO.

Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, citou Carlinhos em sua delação premiada sobre a relação do político com a empresa. Ele contou que foi procurado pelo político após aprovação da MP. No encontro, "perguntou se, de alguma forma, a Odebrecht poderia contribuir para a campanha dele", afirmou Melo Filho.

Carlinhos afirmou em nota que a relação dele com as empresas que fizeram doações em suas campanhas sempre foi "institucional e estritamente dentro do que determina a lei". E que a discussão da MP 544/2011 contou com a participação de instituições como a Fiesp. Além disso, ele aponta que seu adversário político na época recebeu no mesmo dia o mesmo valor de doação. "Tenho a consciência tranquila porque não fiz nada de errado e, por isso mesmo, nunca temi qualquer tipo de apuração", disse Carlinhos.

A Odebrecht afirmou, também em nota, que é de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos feitos pelos seus executivos e ex-executivos.

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