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Política
Setembro 01, 2017 - 23:24

Felicio descumpre prazo e adia a definição sobre o futuro do BRT

BRT Rio

BRT Rio

Foto: /Divulgação

Prefeito descumpre a promessa de apresentar as correções no projeto do BRT até 31 de agosto. Nove meses após a troca de governo, o futuro da obra de R$ 840 milhões segue indefinido

João Paulo [email protected]
São José dos Campos

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), cumpriu nesta semana uma agenda voltada à mobilidade urbana. Apresentou a estrutura da cidade a técnicos de Volta Redonda (RJ) e, na quarta-feira, foi a São Paulo participar de seminário sobre financiamento do transporte urbano.

Falhou, porém, em um compromisso assumido há dois meses com a população: apresentar até 31 de agosto as correções necessárias no projeto de implantação do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) na cidade.

O prazo, dado pelo próprio Felicio, terminou na última quinta-feira. E, nove meses após a troca de governo, o futuro da obra de R$ 840 milhões segue indefinido. O empreendimento é o mais caro previsto para o município nos próximos anos.

Procurado pela reportagem de OVALE, o secretário Paulo Guimarães só falou por meio de nota. Disse que 'prefeitura aguarda um posicionamento do Ministério das Cidades para avançar com a revisão e adequação do projeto". Somente após esta etapa é que os resultados serão apresentados. Não há, entretanto, previsão para que isso de fato aconteça.

Em entrevista, em julho, o prefeito havia dito que técnicos da prefeitura já haviam concluído o diagnóstico que aponta as falhas no projeto elaborado pelo governo do ex-prefeito Carlinhos Almeida.

"Como gestor público, tenho que exigir o diagnóstico e a solução. Em junho, exigi que me apresentassem a solução de como consertar. O compromisso é, até 31 de agosto, apresentar para a sociedade o resultado dos estudos e as soluções", disse Felicio à época à TV Vanguarda.

A oposição, entretanto, acredita que o governo tucano trabalha para descontinuar o projeto, adotado em médias e grandes cidades como Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cascavel (PR), Curitiba (PR), Maringá (PR), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Goiânia (GO), Belém (PA) e Vitória (ES).

OPOSIÇÃO.

"É simples. Eles não querem fazer. Estão querendo achar problemas, criar uma situação para não fazer. Só porque começou no governo passado. Estão arrumando uma maneira de não executar o projeto, mas tentando achar uma solução para o financiamento, que já foi iniciado", afirmou o líder do PT na Câmara, Wagner Balieiro.

O financiamento da Caixa Econômica Federal é no valor de R$ 800 milhões. A prefeitura precisa entrar com uma contrapartida de R$ 40 milhões e a Caixa já liberou recursos para o projeto.

O BRT é um sistema em que ônibus trafegam em canaletas segregadas do sistema viário, com estações fechadas que permitem a cobrança antes do embarque de passageiros.

Arena: prefeitura afirma que finalizou o relatório, mas omite os valores da obra

Outra promessa do governo Felicio Ramuth (PSDB) era entregar, até 31 de agosto, o diagnóstico da Arena de Esportes, no Jardim das Indústrias, região oeste da cidade. A obra, iniciada em 2011, foi paralisada em 2013.

Hoje, não há dinheiro suficiente para concluir o projeto, que tem um custo de R$ 33,3 milhões. O complexo, que desde o início acumula polêmicas, teve aditamentos considerados irregulares pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e foi alvo de investigação na Câmara, liderada por aliados da gestão Carlinhos.

Questionada sobre a entrega do relatório, a Secretaria de Gestão Habitacional e Obras informou que "foi realizado o levantamento completo para conclusão da obra, incluindo o sistema viário e estacionamento. Vale ressaltar que a retomada das obras da Arena ficará mais cara: em razão do trabalho de recuperação da estrutura da cobertura e aços de construção civil em geral depositados no canteiro de obras pela administração passada". Mas não informou valores e prazos do relatório.

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