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Economia
Setembro 12, 2017 - 23:34

Embraer aposta no E195-E2 para bater Boeing e Airbus

Ozires Silva é homenageado na Embraer nesta segunda-feira (11)

Embraer. Ozires Silva é homenageado com nome em um novo jato

Foto: /Rogério Marques / OVALE

Para presidente da Embraer, maior avião da nova família de jatos comerciais, o E195-E2, vai disputar o mercado mundial com Boeing 737 e Airbus A320, ambos com 150 assentos

Xandu [email protected]
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A Embraer aposta na nova família de jatos comerciais, os E-Jets E2, para competir com as gigantes do mercado de aviões: Boeing e Airbus.

Mais eficientes, segundo a Embraer, as aeronaves desenvolvidas em São José poderão competir com aviões menores do portfólio das duas companhias.

A Embraer lidera o mercado de aeronaves entre 70 e 130 assentos. Mas a companhia que ir mais longe e aposta no E195-E2, que poderá acomodar 146 passageiros, para disputar com o Boeing 737 e o Airbus A320, ambos de 150 assentos. A nova família de jatos da fabricante terá três modelos: E190-E2, que entra em operação no primeiro semestre de 2018, o E195-E2 (2019) e o E175-E2 (2021).

"O E190-E2 vai ser o mais eficiente avião na categoria entre todos os que existem, com o custo operacional mais baixo", disse o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva.

CONCORRÊNCIA.

Segundo o executivo, os E-Jets E2 terão concorrência direta de empresas como a canadense Bombardier, a japonesa Mitsubishi, a estatal russa UAC (United Aircraft Corporation) e a estatal chinesa Comac (Commercial Aircraft Corporation of China).

"Os E-Jets são mais eficientes. Os nossos maiores vão competir com os menores da Boeing e do Airbus. A nossa eficiência é maior do que a deles", garante Silva. "As companhias aéreas estão identificando essas vantagens e há muito interesse no avião".

Segundo a Embraer, desde que o programa dos novos jatos foi lançado em 2013, a fabricante recebeu 285 pedidos firmes e mais 445 opções e direitos de compra.

A estimativa da empresa é de que o mercado de aviões de 70 a 130 assentos demande 6.400 aeronaves novas em 20 anos (US$ 300 bilhões).

"O maior mercado vai vir da Ásia, como China, Índia e Indonésia. Temos na China cerca de 200 aviões voando, com 80% de participação no mercado", disse o presidente da Embraer, que não descarta a construção de uma linha de produção de jatos comerciais na China, além de São José.

"A única fábrica adicional que podemos fazer é na China, uma linha de montagem para vender internamente. É uma possibilidade, mas não tem nada decidido, não temos o parceiro. Mas se houver alguma coisa fora de São José será na China", afirmou Silva..

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