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Setembro 12, 2017 - 18:40

Juiz mantém decisão que rejeitou ação de Temer contra Joesley por calúnia

Almoço com representantes do setor da indústria e centrais sindicais.

Planalto. Michel Temer discursando ontem após almoço com representantes do setor da indústria e centrais sindicais; ele disse que no país "cada um quer derrubar o outro"

Foto: Beto Barata/Presidência da República

André Richter
Agência Brasil

O juiz federal Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, decidiu manter a decisão que rejeitou ação protocolada pela defesa do presidente Michel Temer contra o empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Na ação, Temer pedia que o empresário fosse condenado pelos crimes de calúnia, difamação e injúria. A ação foi movida após entrevista do empresário à revista Época, em junho, em que Joesley diz que Temer é “o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”.

Na decisão, assinada no dia 5 de setembro, o magistrado entendeu que não há motivos para rever sua decisão. A partir de agora, o caso será julgado pela segunda instância da Justiça Federal.

Ao analisar o processo, o juiz entendeu que o empresário não cometeu os crimes ao citar o presidente na entrevista. No entendimento do magistrado, Joesley relatou os fatos no contexto de seus depoimentos de delação premiada.

Segundo a defesa de Temer, a entrevista foi “desrespeitosa e leviana”, além de ofensiva. Para os advogados, as declarações de Joesley levam a sociedade a questionar a honradez de Temer.

“Na verdade, todos sabem o real objetivo do querelado [Joesley] em mentir e acusar o querelante [Temer], atual presidente da República: obter perdão dos inúmeros crimes que cometeu, por meio de um generoso acordo de delação premiada que o mantenha livre de qualquer acusação, vivendo fora do país com um substancial (e suspeito) patrimônio”, diz trecho da petição inicial do processo.

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