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Editorial
Setembro 19, 2017 - 00:04

ESTÃO METENDO A MÃO!

Em meio ao assalto aos cofres públicos, nova procuradora precisa mostrar se vai pôr as mãos à obra ou lavar as mãos


Ninguém está acima ou abaixo da lei, disse em discurso nesta segunda-feira a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, observada atentamente pelas autoridades sentadas ao seu lado, no auditório Juscelino Kubitschek . À mesa, além da nova comandante do Ministério Público Federal, estavam outras quatro autoridades -- o presidente Michel Temer (PMDB), os presidentes da Câmara e do Senado, o deputado Rodrigo Maia (DEM) e o senador Eunício Oliveira (PMDB), além da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). Destas, só a magistrada não é alvo de inquéritos por envolvimento em corrupção.

Temer, que desesperadamente tentou a suspeição do antigo procurador, defendeu agora que os poderes precisam caminhar em harmonia, lado a lado e de mãos dadas.

Seja como for, nas mãos da nova procuradora-geral, substituta de Rodrigo Janot, recai agora uma decisão importante para o país: ela vai pedir o encaminhamento ou suspender as investigações a respeito do envolvimento do presidente Temer com uma 'organização criminosa', que seria liderada pelo peemedebista direto do Palácio do Jaburu?

Temer, apontou Janot, seria o líder do 'quadrilhão' do PMDB e teria passado a mão em uma montanha de dinheiro.

Dodge, indicada por Temer, vai optar por colocar as mãos à obra ou lavar as mãos?

Gilmar Mendes, ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral, como de costume, já meteu a mão na cumbuca e, mesmo afirmando que não opinaria, afirmou que a nova procuradora deve 'sim' revisar ações de Janot, incluindo a denúncia contra Temer.

Mendes é habitué no Jaburu, mas garante que a sua amizade com o presidente não interfere em seu julgamento, não existe nada de uma mão lava a outra. Dá para botar a mão no fogo?

E por falar em Justiça, vimos o magistrado do DF que aprovou a 'cura gay' -- trocando os pés pelas mãos, absolutamente, trocando respeito por preconceito. Mas voltemos ao tema central, a verdade é que a grave crise política não se restringe a Brasília, infelizmente.

Veja o exemplo, em São José, do vereador Maninho Cem Por Cento (PTB), denunciado pelo MP por usar um servidor para trabalho privado. Ou os vereadores de Taubaté, que omitem do eleitor quanto -- de dinheiro público, de impostos -- eles gastam nas viagem oficiais.

É um tapa na cara.

E você preocupado com o gol de mão do Jô?

Pode não parecer, no entanto a solução para este país passa pelas nossas mãos..

 

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