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Editorial
Setembro 19, 2017 - 23:52

PURA FALTA DE ATENÇÃO

Desleixo em revisão de projetos mostra o quanto nossos vereadores precisam melhorar para nos representar


Vereador custa caro ao contribuinte. Além do salário, a população ainda arca com toda a estrutura que o cerca: assessores, motoristas, telefones, viagens e hospedagens. O mínimo que se espera, portanto, é que parlamentar faça muito mais que apenas projetos para dar nomes de rua ou transformar datas comemorativas em lei municipal.

Na semana passada, este jornal revelou que em Taubaté, por um erro dos vereadores, uma lei de 1955 que nomeava vias da cidade acabou revogada. Com isso, marginais da Dutra e outras importantes ruas ficaram sem nome.

Na edição desta quarta-feira, o repórter Julio Codazzi mostra que o projeto do vereador Douglas Carbonne (PCdoB), para proibir no município a produção e a comercialização de foie gras, iguaria típica da culinária francesa, tinha artigo copiado da cidade de São Paulo. Onde deveria constar Taubaté estava escrito "Município de São Paulo".

Se houve falha no plágio, outro equívoco coloca os demais parlamentares contra a parede. O projeto, mesmo com a redação errada, foi lido e aprovado nesta segunda. Ninguém percebeu. Na primeira votação, a aprovação foi unânime. Na segunda, houve um voto contrário, de Loreny (PPS).

Copiar um projeto não é necessariamente ruim. Se a lei é boa, precisa ser replicada. Mas tem um detalhe importante: se os vereadores - e seus assessores - não são capazes de ler atentamente os projetos antes de apresentá-los, como confiar que irão encontrar equívocos em propostas que prejudiquem a população?

O problema não é exclusivo de Taubaté. Recentemente, em São José, Dr. Elton (PMDB) apresentou projeto sugerindo a fixação de placas nas repartições com alertas contra a corrupção. No texto, ele se esqueceu de trocar Campinas por São José.

Na sessão seguinte, foi obrigado a apresentar um novo projeto sem falhas de redação.

Com a estrutura bancada pela população, inclusive com assessoria técnica para revisar os textos, chega a ser inadmissível erros desse tipo.

São nos pequenos detalhes que nossos representantes mostram o quanto o Legislativo precisa melhorar.

Imagine se no lugar desses equívocos houvesse uma pegadinha para aumentar o tributo do contribuinte. Talvez, nenhum vereador iria reparar e o texto acabaria aprovado..

 

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