São José dos Campos
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Editorial
Setembro 25, 2017 - 23:47

QUAL É A EXPLICAÇÃO? 

Governo Felicio Ramuth (PSDB) demorou para explicar projeto de mudança no IPSM e deu brecha à rádio-peão


Um cochicho aqui, outro acolá. Em questão de dias, o assunto está na boca de todos os funcionários. A tão conhecida rádio-peão, existente no ambiente das empresas há décadas, ganhou força e rapidez na era dos aplicativos. Grupos de trabalhadores, no Whatsapp, são ferramentas para discutir as possíveis mudanças no ambiente de trabalho.

O burburinho, fruto da curiosidade humana, tende a crescer quando há falha de comunicação interna do patrão com o subordinado. Ou seja, se o comando demora a comunicar suas decisões e projetos, abre-se brecha para o "disse-me-disse" no ambiente de trabalho.

No caso da Prefeitura de São José dos Campos, são 10 mil trabalhadores. Todos foram surpreendidos na última semana com o projeto enviado pelo governo Felicio Ramuth (PSDB) à Câmara Municipal.

A proposta, em linhas gerais, cria alternativa para sanar a crescente dívida da prefeitura com o IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal). Mas o recurso para pagá-la sairá dos rendimentos de aplicações do próprio instituto, montante que é patrimônio do servidor público.

Hoje, sempre que a receita do IPSM fica abaixo da despesa, a prefeitura precisa complementar essa diferença. De janeiro a agosto, o governo acumula dívida de R$ 106,1 milhões com a instituição por não fazer aportes. O déficit total se aproxima de R$ 240 milhões. Os depósitos foram interrompidos em dezembro de 2015.

Essa alternativa encontra resistência do Sindicato dos Servidores e da bancada de oposição. Esses dois grupos, aliás, anteciparam-se à prefeitura e passaram a enviar mensagem aos servidores. Os comunicados ligaram o sinal de alerta no funcionalismo.

A prefeitura demorou a explicar oficialmente, algo que tem se tornado a marca desta gestão. O resultado foi uma avalanche de mensagens em grupos de servidores. Até o líder do governo na Câmara, José Dimas (PSDB), encaminhou áudio ao secretário de Finanças, José de Mello Correa, sobre a necessidade de uma explicação consistente sobre a proposta de mudança.

A justificativa do projeto foi concluída apenas na noite de ontem. Se vai satisfazer as dúvidas do servidor municipal, só o tempo irá dizer. Fato é que há muito a ser explicado neste projeto, que já recebeu parecer contrário da assessoria jurídica da Câmara de São José dos Campos..

 

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