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Editorial
Setembro 28, 2017 - 23:52

REPROVAÇÃO HISTÓRICA 

O presidente com aprovação de 3% segue no cargo na base da barganha política e das reformas que prometeu


A declaração, de setembro de 2015, é emblemática. "Se ela [Dilma Rousseff] continuar com 7% e 8% de popularidade, fica difícil [resistir]". O autor da frase, exatamente dois anos depois, apresenta índice inferior. É o que mostra a divulgação da pesquisa Ibope sobre a aprovação do governo Michel Temer (PMDB), encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Esse dado convida o leitor a uma reflexão. Como um presidente com avaliação próxima a zero continua no cargo? Como segue com a faixa presidencial à frente de uma gestão tão corrupta quanto a anterior? Qual o motivo para a ausência de mobilização? 

Além dos sentimentos de impotência e de desilusão, que recaem sobre a sociedade, existe ainda o fato de que o governo atual mantém relação estreita com os parlamentares. A liberação de emenda e a negociação de cargos faz com que o presidente da República tenha sempre maioria na Câmara e no Senado Federal.

Outro ponto importante. O setor empresarial, que apoiou a queda da petista Dilma Rousseff em 2016, espera de Temer as reformas prometidas no processo de impeachment. Como as mudanças estão em curso, não há o menor interesse de criar uma instabilidade que comprometa a aprovação desses projetos. 

A oposição, encabeçada pelo PT, parece ter abandonado o "Fora Temer". A prioridade, neste momento, é tentar salvar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enrolado em uma pilha de processos judiciais.

Faltando um ano para a eleição, petistas preferem Temer sangrando. Quem sabe o eleitor não sente saudade do passado? Esse é o raciocínio. O risco à sigla, porém, é que nada garante a vitória do PT em 2018, principalmente porque a Operação Lava Jato está fresca na memória do eleitor.

Com tanta avaliação negativa, a população esperava ao menos ver elevado o nível do emprego no país. A taxa de desemprego até reduziu, mas longe de merecer aplauso.

Isso também fica evidente na pesquisa da CNI. O aumento da impopularidade foi registrado pelo número de pessoas que dizem não aprovar a maneira do presidente governar ou que não confiam no presidente. O percentual dos entrevistados que confiam em Temer caiu de 10%, em julho, para 6%, em setembro. Já 92% não confiam no presidente. A situação é desesperadora..

 

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