São José dos Campos
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Editorial
Setembro 29, 2017 - 23:57

O ORÇAMENTO PARA 2018

Prefeitos apresentam a previsão orçamentária, porém é preciso ficar atento para que não vire mera peça de ficção


Os prefeitos da região encaminharam às Câmaras Municipais nesta sexta-feira a previsão orçamentária para o próximo ano. O documento, embora ainda precise de aprovação parlamentar até o fim de dezembro, é um indicativo de como o dinheiro do contribuinte será investido em 2018.

Em Taubaté, a previsão de crescimento será de 5,37%. Jacareí apresenta proposta de aumento na casa de 7%. Em contrapartida, São José projeta um orçamento 0,18% menor em relação a este ano.

Observando os números, o leitor pode achar que São José vive momento mais crítico que as vizinhas. Trata-se, porém, de uma análise equivocada.

Até o ano passado, o governo do ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT) enviava ao Legislativo verdadeiras peças de ficção. Projeções que nunca se confirmavam ao longo do ano.

Mas servia para proporcionar à gestão petista uma taxa de remanejamento de verbas confortável para administrar a cidade em tempos de crise.

Para 2016, por exemplo, o governo do PT aprovou orçamento de R$ 2,762 bilhões. Já para este ano, a estimativa ficou em R$ 2,644 bilhões, cifra impulsionada principalmente pelas operações de crédito, caso do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Caixa Econômica Federal.

Agora, o governo Felicio Ramuth (PSDB) parece ter apresentado uma peça orçamentária mais realista, embora não haja garantia de que a cidade consiga atingir os R$ 2,639 bilhões da previsão.

Taubaté também terá um crescimento impulsionado pelos US$ 60 milhões (pela cotação atual, R$ 189 milhões) do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina).

É importante destacar que operações de crédito são "virtuais" no orçamento municipal. Trata-se de recurso que pode não se confirmar, não chegar realmente aos cofres.

Em Jacareí, Izaias Santana (PSDB) estima ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão para 2018. Em tempos de crise, aumentar o orçamento em 7% é uma proposta ousada. Se vai se concretizar é outra história.

Aos nobres vereadores dessas cidades, portanto, cabe analisar tecnicamente os projetos encaminhados ao Poder Legislativo. Caso contrário, esses documentos oficiais, da maior importância, serão meras peças de ficção nas mãos dos prefeitos.

É preciso ficar atento!.

 

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