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Esporte
Setembro 07, 2017 - 22:31

Ex-presidente da Águia defende novo modelo de gestão para o clube

Martins Pereira

Martins Pereira

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Eliminado da última divisão, São José sofre para voltar aos dias de glória

Marcos Eduardo [email protected]
São José dos Campos

Na Quarta e última Divisão do Campeonato Paulista em 2017, o São José não conseguiu o acesso e vai ter que disputar novamente a competição na próxima temporada. Os dias de dificuldades financeiras e estruturais do clube acabaram reaproximando antigos dirigentes da Águia do Vale.

Durante o campeonato desde ano, o ex-presidente do clube entre 2010 e 2013, vereador Robertinho da Padaria, voltou a colaborar, a pedido do presidente atual Adílson José da Silva. O empresário Fernando Evaristo, proprietário da Padaria Flor de Ipê, também voltou a se aproximar do clube. "O Robertinho e o Fernando nos ajudaram bastante esse ano, principalmente com a alimentação dos atletas", afirmou o vice-presidente da Águia, Vanderlei Graça.

"O próprio presidente me procurou e eu resolvi ajudar. Arrumei patrocínio, pedi par o Fernando ajudar. Tenho paixão pelo São José e não negaria ajuda ao clube", afirmou Robertinho, que entre 2006 e 2010 também foi diretor de futebol do clube e um dos mentores da extinta AASJ (Associação Amigos do São José).

"Na verdade, a gente nunca deixou de gostar. Nos afastamos por causa da eleição passada. Quando o Geleia (Benevides Ferneda) foi eleito, em 2013, eles não queriam mais políticos no clube. Então, optei em me manter de fora", disse Robertinho.

Em seguida, o ex-dirigente da Águia passou a apoiar o Atlético Joseense, que em seguida mudou de nome e virou São José dos Campos. Ele, porém, se defende e explica o apoio. "Que fique bem claro que não fui eu quem deu a ideia para a mudança de nome. Um dia depois da eleição do Geleia, fui procurado pelo Nelson Guanaes (então presidente do Tigre do Vale), que pediu apoio. Então, a gente foi ajudar, como fazemos com qualquer esporte em São José, como vereador da cidade", afirmou.

REFLEXÃO.

Agora, com a Águia fora das competições até abril do ano que vem, Robertinho vê o momento com uma chance para 'refletir' sobre o futuro do clube. O atual presidente já afirmou que em setembro deixa o cargo. E Robertinho não descarta um dia reassumir o clube. "Hoje, não digo que não e nem que sim. Agora é hora de parar e fazer uma reflexão sobre o que é melhor para o São José, antes de ter uma aproximação mais participativa", disse ele, que como ex-presidente hoje é conselheiro vitalício do clube.

Segundo Robertinho, o São José precisa resolver os problemas das dívidas milionárias antes de tudo. "Senão, fica difícil arrumar patrocinadores. Todo o dinheiro que entrar, vai ser penhorado. Tem que tentar equalizar isso", explica.

Robertinho argumenta que, no final do seu mandato, fez um acordo com o TRT (Tribunal Regional do Trabalho), de Campinas, para resolver os processos trabalhistas do clube. "Mas a outra diretoria não deu sequência", argumenta.

Para Robertinho, o São José precisa de uma solução diferente, um novo modelo de gestão. Para ele, um recurso como a AASJ, hoje, não serviria mais. "Aí a Justiça entende que a Associação está vinculada ao clube e vem para cima. A saída é negociar as dívidas", afirmou..

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