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Esporte
Setembro 08, 2017 - 23:07

São José tenta solução para evitar que Profut barre o time em 2018

São José x União

São José x União

Foto: /Rodolfo Moreira/Jornal Joseense

Marcos Eduardo [email protected]
São José dos Campos

A eliminação do São José nas quartas de final do Campeonato Paulista da Quarta Divisão completa uma semana neste domingo. O resultado faz com que a Águia do Vale tenha que disputar novamente a última divisão do Estado no ano que vem, competição que começa apenas em abril.

Até lá, o clube terá tempo para tentar se reorganizar. Porém, o principal desafio neste momento para a diretoria do São José será cumprir a lei do Profut, um programa do Governo Federal que obriga os clubes a refinanciarem suas dívidas fiscais em até 240 vezes. Nessa esfera jurídica, o clube da região deve mais de R$ 20 milhões. 

A CBF orienta todas as federações estaduais a exigirem dos clubes o parcelamento das dívidas. Caso contrário, ficarão impossibilitados de disputar os campeonatos. Com o futebol profissional desativado até o ano que vem e sem renda fixa, o São José não sabe como vai lidar com a situação.

"Ainda vamos aguardar como isso realmente vai funcionar. Se for seguir à risca, talvez só oito clubes consigam disputar os campeonatos. Um parcelamento das dívidas do São José poderia dar prestações de até R$ 40 mil. É muita coisa", questiona o vice-presidente da Águia, Vanderlei das Graças. Ele, inclusive, poderá assumir a presidência quando o presidente Adílson José da Silva renunciar ao cargo no final de setembro.

"A própria Federação Paulista já pediu para a gente esperar o que vai fazer primeiro", disse Graça durante a semana.

Além do Profut, os clubes precisam apresentar uma CND (Certidão Negativa de Débitos). Quem não fizer isso, será rebaixado de divisão na próxima temporada.

Federação Paulista afirma que vai cobrar cumprimento da nova regra aos filiados

A FPF (Federação Paulista de Futebol) afirmou esta semana que, desde 2015, quando surgiu a lei do Profut, vem realizando seminários e orientando os clubes filiados à entidade em como agir com a nova regra. Além disso, garantiu que a exigência do parcelamento das dívidas será feito a partir de 2018.

"Desde a aprovação do Profut, em 2015, a FPF vem realizando seminários e ações para explicar aos clubes os termos da legislação. Em resolução publicada em 2016, o Conselho Nacional do Esporte previu a exigência de CND e regularização do FGTS para a temporada de 2018. Dessa maneira, a FPF, que cumpre rigorosamente a legislação vigente, enviou aos clubes um comunicado reiterando essa necessidade. Para a FPF, é obrigação dos clubes pagar rigorosamente em dia os tributos e salários", afirmou a Federação, em nota oficial enviada ao OVALE.

Ainda no mesmo comunicado, a entidade máxima do futebol paulista, se posicionou contrária ao rebaixamento de divisão dos clubes que eventualmente não tiverem a CND em dia.

"A FPF, porém, tem a mesma posição da Procuradoria Geral da República, que declarou ser inconstitucional a exigência da CND como critério técnico. Este tipo de punição não é previsto em nenhum outro segmento, seja da iniciativa pública ou privada. Um clube que for rebaixado assim, por exemplo, verá suas receitas diminuírem drasticamente. Isso deve acarretar na impossibilidade deste clube em cumprir seus compromissos, entre eles o próprio financiamento de tributos devidos..

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