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Setembro 12, 2017 - 23:44

Sem chuvas, represas perdem água e exigem gestão econômica

Represa do Jaguari

CAIXA D'ÁGUA. Imagens da represa do Jaguari nesta quarta-feira, com jovens se banhando nas águas.

Foto: /Rogério Marques/OVALE

"A crise hídrica amenizou, mas não acabou", diz o engenheiro Luiz Roberto Barretti, vice-presidente do CBH-PS

Xandu [email protected]
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Pela primeira vez neste ano, o volume de água nos reservatórios da região é menor do que no ano passado. O reservatório equivalente das quatro represas tinha 47,40% do volume útil na última segunda-feira, ao passo que no mesmo período do ano passado tinha 49,48%.

A diferença mostra que o inverno deste ano tem sido mais seco e quente do que o registrado em 2016.

Para piorar o cenário, a previsão é de que as chuvas comecem a aumentar apenas em novembro, já em pleno verão. A estação da Primavera, que começa em 23 de setembro, só deve ter chuvas significativas a partir do final de outubro.

ECONOMIA.

Com isso, segundo especialistas, a bacia do Rio Paraíba do Sul deve aumentar a economia de água para que não ocorra o mesmo de janeiro de 2015, quando a principal represa da região, a de Paraibuna, zerou o volume útil. "A crise hídrica amenizou, mas não acabou", disse o engenheiro Luiz Roberto Barretti, vice-presidente do CBH-PS (Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul).

"Previsões meteorológicas é de que as chuvas virão mais tarde. Tivemos praticamente dois meses sem chuva. Desta vez não teve nada, nem as mais amenas. A expectativa é que chuvas só retornarão mais adiante do que tradicionalmente costuma ser".

A boa notícia é que a represa de Paraibuna, considerada a principal "caixa d'água" do Vale do Paraíba, segue com 52,10% do volume útil, quase 30% acima do que tinha em setembro de 2016, com 40,23%.

Santa Branca, Jaguari e Funil perderam reserva útil na comparação com 2016: -12,66%, -22,74% e -64,35%, respectivamente. Na última segunda, os três reservatórios tinham 28,7%, 57,33% e 23,48% do volume útil.

Segundo Barretti, os furacões que estão se formando na área do Caribe, como o Irma, e o El Niño são fenômenos que impactarão no regime de chuvas no Brasil, neste ano.

"Isso muda o cenário. Boa parte da água que vai para a Amazônia vem por ali [Atlântico]. Um evento afeta o outro. Outros fatores, como aquecimento do mar, trazem uma pressão diferente. Vai demorar para chegar a chuva", afirmou o engenheiro.

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