São José dos Campos
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Editorial
Outubro 06, 2017 - 23:48

PENSAMENTO REGIONAL

Falta de recursos e de consciência metropolitana põe em xeque resultados práticos nas 39 cidades da RMVale


Segunda-feira, 9 de janeiro de 2012. Palácio Boa Vista. Campos do Jordão. Em cerimônia festiva, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sanciona o projeto que cria a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A data pode ser considerada histórica, pois marca o início do instrumento que permite um melhor planejamento de questões comuns às 39 cidades do Vale.

Naquela ocasião, Alckmin apontou os objetivos da RMVale. "Vejo dois aqui enfoques. Um enfoque macro, um conjunto de prioridades: a questão de saúde, segurança, educação, saneamento, básico, transporte e logística, defesa civil, enfim, um conjunto de trabalhos. E, a outra, microrregional, na região do Vale Histórico, é recuperar rapidamente as estradas, promover o turismo, fortalecer a economia regional", disse o governador.

Cinco anos se passaram. Poucos avanços, entretanto, podem ser notados. Saúde e segurança pública seguem como "gargalos". Das promessas feitas em 2012, apenas o DDD regional saiu do papel. As demais estão na estaca zero ou, no máximo, em estágio inicial.

Motivos para isso não faltam. O Estado só começou a liberar recursos para a região a partir de 2015, quando foi criada a AgemVale, braço executivo da Região Metropolitana. O quadro, porém, não mudou depois disso. O orçamento previsto para a RMVale jamais se concretizou, fruto da crise financeira que afetou o país. 

Diante disso, restou à região a função de ser um fórum de debates, com prefeitos unindo forças para resolver problemas em comum. Mesmo neste ponto, não houve progresso. 

O quadro de esvaziamento do fórum ficou provado na eleição de abril, que elegeu presidente Fred Guidoni (PSDB). Só 19 dos 39 prefeitos participaram do evento em São José dos Campos. Os prefeitos de Taubaté e Pindamonhangaba não marcaram presença.

"Vamos trabalhar para que a consciência metropolitana esteja sempre mais forte", disse o secretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita. 

É fato que a falta recurso dificulta o progresso da RMVale. Mas, por outro lado, falta sentimento de união entre os prefeitos. Juntos, os 39 gestores públicos representam 2 milhões de habitantes. É peso político suficiente para conquistar obras e projetos.

O que se percebe, entretanto, é que as cidades do Vale ainda pensam localmente..

 

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