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Editorial
Novembro 02, 2017 - 00:14

PERFIL DA SEGURANÇA

Sob gestão tucana, Guarda tem perfil mais técnico, mas ainda peca pela falta de diálogo franco com a sociedade


Das áreas de atuação do governo Felicio Ramuth (PSDB), que entrou ontem em seu 11º mês, nenhuma mudou tanto quanto a segurança pública. Em todos os sentidos possíveis.

A primeira mudança perceptível, em uma comparação com o governo Carlinhos Almeida (PT), foi definida ainda em dezembro do ano passado, no anúncio do secretariado. O tucano priorizou quadros técnicos para a Secretaria de Proteção ao Cidadão.

Enquanto Carlinhos colocou titulares políticos para a pasta, como Sérgio Werneck e José Luís Nunes, Felicio optou por policiais militares da reserva. Com essa alteração, os resultados são diferentes.

O perfil da GCM (Guarda Civil Municipal), antes mais focado em zelar pelo patrimônio da cidade, passou a combater mais o crime, trabalho antes feito quase que exclusivamente pela polícia. A corporação passou a divulgar mais as ocorrências de apreensão de drogas e outros delitos. 

A ação é uma tendência em gestões tucanas. Em São Paulo, o prefeito João Doria (PSDB) tenta mudar o nome da Guarda para Polícia Municipal.

Outra ação tomada pelo atual governo foi reunir as forças de segurança em reuniões no Paço Municipal. Na mesa oval, apresentam-se dados estatísticos, define-se metas e estratégias para reduzir os índices de criminalidade na região mais violenta do Estado.

Mas, apesar do esforço, fica claro a ausência de diálogo com a sociedade. Felicio decidiu fechar as bases fixas da Guarda Municipal, medida que desagrada integrantes dos Consegs. O prefeito sabe que muita gente vai criticar, mas, antes mesmo de ampliar o debate, resolve trancar as portas das unidades.

"O entendimento da população não é imediato, mas depois eles percebem que, na verdade, a gente pode oferecer uma melhor sensação de segurança fazendo com que esses homens possam ser utilizados em toda a cidade", declarou o prefeito ontem.

O tucano sabe que a população, inicialmente, é contra. Talvez por isso tenha evitado divulgar o fechamento das bases fixas. Mas, tratando-se de uma medida que afeta a vida da cidade, Felicio poderia ao menos explicá-la melhor às comunidades.

Falhas de comunicação entre poder público e sociedade podem colocar em descrédito todo o esforço para melhorar a segurança..

 

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