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Editorial
Novembro 20, 2017 - 23:27

A PF SOB NOVA DIREÇÃO

Indicado por aliados de Temer envolvidos na Lava Jato, diretor critica condução de denúncias contra presidente


Uma mala não é prova suficiente. A frase, proferida pelo novo diretor-geral da PF (Polícia Federal), Fernando Segóvia, refere-se ao caso do ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala empanturrada de dinheiro após ter sido indicado ao empresário Joesley Batista pelo peemedebista como elo entre a J&F e o Planalto, naquela famigerada conversa nos porões do Palácio do Jaburu. De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que acusa o presidente de chefiar uma quadrilha, Loures receberia R$ 500 mil por semana durante 20 anos do grupo empresarial, que seria repassado para o bolso presidencial.

Foi batom na cueca, como diz a linguagem popular. A entrega da mala de dinheiro foi gravada e a numeração das cédulas foi registrada. Preto no branco.

Na avaliação de Segóvia, que assumiu o comando da PF nesta segunda-feira, a investigação deveria ter durado mais tempo.

O novo diretor, indicado para o cargo por aliados de Temer que, assim como o próprio presidente, são alvos da Lava Jato, fez críticas à Rodrigo Janot, autor das duas denúncias contra o peemedebista -- ambas engavetadas, com a ajuda de cargos e emendas, pela Câmara.

"A gente acredita que se fosse pela égide da PF, essa investigação teria que durar mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção", avaliou.

O tom utilizado pelo novo diretor-geral da PF reforça o temor de que haverá mudança no ritmo das investigações.

Isso é inaceitável.

É preciso investigar a fundo o grande bagageiro que Brasília se tornou..

 

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