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Editorial
Novembro 21, 2017 - 23:18

FUTURO DA PREVIDÊNCIA

Tema foi mal conduzido pelo presidente Michel Temer, que agora vai tentar aprovar a reforma no 'afogadilho'


Agosto de 2016. Em seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente Michel Temer (PMDB) dedicou boa parte do tempo à defesa da reforma da Previdência Social.

"Para garantir o pagamento das aposentadorias, teremos que reformar a Previdência Social. Sem reforma, em poucos anos o governo não terá como pagar aos aposentados. O nosso objetivo é garantir um sistema de aposentadorias pagas em dia, sem calotes, sem truques. Um sistema que proteja os idosos, sem punir os mais jovens", afirmou na ocasião.

De lá para cá, no entanto, muita coisa mudou. O presidente, envolvido em graves denúncias de corrupção, preocupou-se mais em defender o cargo a aprovar a reforma previdenciária do país.

Agora, faltando menos de um ano para a eleição, o governo tenta aprovar no Congresso Nacional mudanças menores, mas ainda impolulares.

"As manifestações equivocadas quanto à reforma têm sido muito amplas. O que temos feito é dizer: olha, vamos fazer uma reforma que vai trazer vantagens para a Previdência Social, mas ela não é muito ampla. Temos o limite de idade e vamos equiparar o sistema público e privado", afirmou o presidente ontem.

Fato é que, ao tentar impor a reforma à força, sem a devida clareza na comunicação, o Planalto gerou mais dúvidas do que certezas. A oposição soube usar essa deficiência para destruir qualquer ambição do governo. Os trabalhadores, inseguros e pouco informados, voltaram-se contra o projeto.

Os deputados, logicamente, começaram a ser cobrados em suas bases eleitorais. E, igualmente mal informados, não tinham lá muitos argumentos para defender uma medida tão dura e impopular.

Faltando 11 meses para a eleição, quando a maioria do Congresso tentará novo mandato, dificilmente algum parlamentar vá querer colocar uma reforma ampla em debate. Para a maioria, vale mais debater projetos da área de segurança pública, que dão retorno eleitoral imediato.

Da maneira que o tema vem sendo conduzido, talvez seja melhor deixá-lo para o próximo mandatário do país. Assim, os candidatos poderão colocar suas propostas para a Previdência Social no plano de governo. E o eleitor, claro, poderá chancelar ou não a proposta nas urnas..

 

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