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Editorial
Novembro 22, 2017 - 23:03

ESFORÇO CONCENTRADO

Temer faz ofensiva para votar a reforma da Previdência, mas sabe que está muito longe dos 308 votos necessários


Uma das principais características de Michel Temer (PMDB) é ser um presidente congressual, que conhece os bastidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Em sua planilha de apoios, sabe que está longe dos 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência Social no Brasil.

Sabe também que só terá sucesso nesta empreitada se interesses eleitorais dos deputados forem resolvidos com ajuda do Palácio do Planalto.

Atuando em várias frentes, o governo já fez mudanças no ministério para aumentar o número de votos entre os partidos do Centrão. A ideia é fortalecer a base aliada. Nesta semana, o presidente intensificou o corpo a corpo com governadores e congressistas em almoços e jantares.

Até o fim de semana, Michel Temer espera atualizar a planilha de apoios. Oficialmente, está confiante. Nos bastidores, entretanto, sabe que a missão será difícil. Ontem, por exemplo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), resumiu o quadro atual.

"Está muito longe dos 308 [votos]. Com todo desgaste, a reforma foi demonizada, hoje nós estamos muito longe. Nada que a gente não consiga resolver se ajustarmos a comunicação junto com os deputados e explicar quais são impactos da reforma", disse em entrevista à rádio 'CBN'.

A pressa e o desespero do governo para empurrar a reforma ficam evidentes a cada movimento do Planalto. Não bastasse a troca de ministros e os almoços com deputados, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tenta oferecer argumentos teóricos para convencer o Legislativo.

"Caso a reforma previdenciária não seja aprovada, em dez anos, 80% do Orçamento da União será ocupado apenas com o pagamento da Previdência. E esse percentual vai seguir subindo nos anos seguintes até que não haverá mais recursos para segurança, educação, saúde", afirmou.

Segundo Meirelles, com os ajustes na reforma da Previdência haverá uma economia aos cofres públicos de 60% do que era previsto na proposta original do governo. Conforme o ministro, o montante a ser economizado em dez anos seria R$ 780 bilhões.

Faz sentido. Mas é tarde demais. E agora será difícil fazer o trabalhador aceitar que, em tempos de escândalos bilionários, a conta precise ser paga por quem tem menos..

 

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