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Editorial
Novembro 27, 2017 - 23:50

EM MOMENTO DECISIVO

Para o eleitor brasileiro, a disputa presidencial parece distante. Mas, nos bastidores, ela está na fase decisiva


A eleição presidencial, daqui a 11 meses, é tema que pouco seduz o brasileiro hoje. É provável que, somente após a Copa do Mundo, a disputa política vire assunto nas ruas país afora.

Nos bastidores, entretanto, a eleição caminha para os momentos decisivos, com as definições das pré-candidaturas. Lula (PT) e Jair Bolsonaro (Patriota), líderes nas pesquisas de opinião, estão colocados. O ex-presidente, porém, tem seu futuro atrelado à Justiça.

O apresentador Luciano Huck, outro nome que começava a despontar, deixou a briga ontem. Há ainda Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

O tucano, aliás, deu ontem um importante passo para se garantir na corrida pelo Palácio do Planalto. Alckmin deverá ser aclamado presidente do PSDB no começo de dezembro. Os dois candidatos ao cargo, o senador Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo, aceitaram retirar suas candidaturas para abrir caminho para Geraldo Alckmin assumir o posto.

O que isso representa? Como presidente do PSDB, Alckmin poderá viajar pelo Brasil sem dizer que está em campanha antecipada. Afinal, será dirigente partidário. Com a estrutura da legenda nas mãos, poderá ainda moldar a estrutura da máquina tucana em benefício próprio. Não é pouco.

Atualmente, Alckmin aparece nas pesquisas com 5% das intenções de voto. Mas, como se sabe, a eleição ainda é assunto para uma pequena parcela da sociedade. Somente após a Copa do Mundo, em julho, o eleitorado começará a analisar os candidatos a presidente.

É justamente neste momento que Alckmin pretende surgir, colocando em ação toda a estratégia que já começou a preparar. Basta visitar as redes sociais do governador para perceber. O tucano já usa o slogan "Preparado para o Brasil". "Geraldo Alckmin é equilibrado, conciliador e valoriza o trabalho em equipe. É o mais preparado para colocar o país no rumo certo", diz a descrição de sua página.

A eleição já começou. E, ao que tudo indica, as grandes máquinas partidárias trabalham pesado pelo seu voto.

O PT, de Lula, o PSDB, de Alckmin, além do governista PMDB, estão em campanha sem que ninguém perceba. Sem falar em Jair Bolsonaro, que é o próprio partido.

Em tempos de Lava Jato, nada de novo pela frente..

 

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