São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Novembro 28, 2017 - 23:55

O FUTURO DO TRABALHO

Redução do montante pago em 13º salário é um retrato da crise, mas também indício de mudanças na indústria atual


Fim de ano, na região, sempre foi sinônimo de economia aquecida. O pagamento do 13º salário nas principais indústrias do setor automotivo e aeronáutico garantia bons resultados no comércio da região.

A cada ano, entretanto, essa margem de lucro no comércio é reduzida. Matéria assinada pelo repórter Xandu Alves, na página 10 desta edição, mostra que o 13º oferecido aos metalúrgicos de São José dos Campos em 2017 vai injetar R$ 217,5 milhões na economia da cidade. O valor é 10,38% menor do montante pago no mesmo período do ano passado, com R$ 242,7 milhões.

A crise econômica ajuda a explicar. A base dos metalúrgicos de São José perdeu cerca de 2.000 trabalhadores em um ano. Mas não é só isso. O setor industrial vem perdendo espaço em uma queda irreversível.

A tendência é a atual base metalúrgica do município -- hoje em 35,3 mil trabalhadores--, siga em constante queda. Afinal, o momento é da indústria 4.0. Ou seja, de termos como big data, digitalização, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura aditiva, realidade aumentada, robótica, sensores inteligentes e simulações virtuais.

As empresas e os trabalhadores, portanto, precisam se preparar para a quarta revolução industrial. A tecnologia veio para ficar, mudando inclusive os salários e as condições de trabalho. Isso, logicamente, impactará no 13º salário que vai movimentar a economia no fim de ano.

Neste ano, em São José, os trabalhadores recebem um 13º salário médio de R$ 6.157. Do total, aproximadamente 75% serão recebidos pelos trabalhadores concentrados na Embraer (53,8%) e setor automotivo (20,4%), que inclui General Motors e Chery. Nessas divisões econômicas estão os maiores salários médios: R$ 8.840 (Embraer) e R$ 5.035 (setor automotivo).

Esses valores, entretanto, são cada vez menos comuns em tempos de reforma trabalhista e outras medidas impopulares do governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Embora o trabalhador não concorde, vai precisar entender as profundas transformações e se adaptar à nova realidade. Ações que também valem para os gestores das grandes cidades..

 

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