São José dos Campos
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Editorial
Dezembro 16, 2017 - 00:05

TERRITÓRIO DESIGUAL

No Brasil, segundo o IBGE, 25,4% das pessoas vivem na linha de pobreza e possuem renda familiar de R$ 387,07


Plano de saúde, escola particular e TV por assinatura. É bem provável que o leitor de OVALE tenha no orçamento doméstico um desses serviços. Ou todos. Hoje, é absolutamente normal que as empresas cobrem mais que R$ 387,07 por essas atividades. Bem mais, por sinal. Basta pesquisar preços de creches nas principais cidades da região.

Quem possui ao menos um desses serviços, atualmente, já pode se considerar em melhor situação que 25,4% da população brasileira.

Reportagem publicada na página 15 desta edição mostra que cerca de 50 milhões de brasileiros vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07 -- ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte da pesquisa "Síntese de Indicadores Sociais 2017".

Para ilustrar: o valor que se paga a uma operadora de televisão é o montante que 25,4% das famílias brasileiras têm para viver o mês inteiro, incluindo alimentação e outras despesas essenciais.

A realidade é ainda mais dura na região Nordeste do Brasil, onde 43,5% da população se enquadram nessa situação. No Sul, cai para 12,3%.

Quem vive em regiões ricas, caso da RMVale, acaba naturalmente desconhecendo essa realidade. Muito embora, nas principais cidades da região, também existam cidadãos abaixo da linha da pobreza.

Resolver essa desigualdade é, certamente, o maior desafio de agentes políticos do país para os próximos anos.

Corrigir distorções históricas, enraizadas na sociedade desde o período colonial, é uma missão complexa. Mas é possível progredir. Hoje, infelizmente, só o retrocesso tem avançado no país.

Combater a corrupção é um caminho importante para o bem-estar da população mais pobre. Planejar melhor o orçamento e a destinação dos recursos é outro requisito essencial ao gestor público que pretende comandar o país.

A eleição de 2018 será um show de marketing de candidatos a deputado, senador, governador e presidente da República. Projeto para reduzir a profunda desigualdade entre as regiões brasileiras? Até agora, não apareceu nenhum que possa ser considerado sério..

 

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