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Editorial
Dezembro 27, 2017 - 23:27

A REFORMA E O CAGED

Números do Ministério do Trabalho apontam queda no saldo de empregos formais no Brasil depois da reforma


Michel Temer, que se autointitula 'presidente reformista', driblou a matemática ao abordar os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de novembro, primeiro mês de vigência da nova legislação trabalhista.

A estratégia do presidente não foi por acaso. O saldo de empregos formais no Brasil em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas na reforma trabalhista do país.

"As pessoas insurgiram, gritaram, protestaram contra a reforma trabalhista, dizendo que ela tiraria direito de todo mundo. Imagine o quadro: a única função do governo é editar uma norma que não é para combater o desemprego, mas para tirar o direito de todo mundo. E o que aconteceu ao longo desses quatro meses? Foi a ocupação de 1,2 milhão de postos de trabalho, exata e precisamente por causa da confiança que se estabeleceu ao longo do tempo", disse Temer nesta quarta, sem mencionar os números do Caged.

É inegável que as leis precisam ser modernizadas. O próprio governo petista estudava meios de atualizá-las. A maneira atabalhoada que Michel Temer tocou o assunto, entretanto, tem apresentado a fatura nos dados apresentados pelo Ministério do Trabalho.

Pode-se aumentar a oferta de trabalho, mas a precarização do emprego não deve ser ignorada. A reforma trouxe as chamadas "vagas intermitentes", que impõem ao trabalhador salários baixíssimos. O aumento de vagas temporárias e a redução da remuneração em domingos e feriados também são pontos discutíveis.

Em novembro, o comércio foi o único setor que registrou saldo positivo, com a criação de mais de 68 mil vagas. Segundo o Ministério do Trabalho, as festas de fim de ano, que aqueceram as vendas, foram o motivo desse resultado. Além disso, houve a 'Black Friday', que impulsionou o setor.

A indústria de transformação registrou saldo negativo de 29.006 empregos. A construção civil reduziu 22.826 vagas. O setor agropecuária gerou saldo negativo de 21.761 vagas. O setor de serviços também apresentou saldo negativo de 2.972 vagas.

Em resumo: o Brasil que a propaganda de Temer quer apresentar está longe da realidade dos brasileiros. E não adianta driblar a matemática..

 

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