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Economia
Janeiro 03, 2018 - 23:04

Brasil e EUA conversam sobre aparceria entre Embraer e Boeing

Embraer

PARCERIA. Avião KC-390, da Embraer, em ação nos EUA. Ao lado, Trump e Temer durante jantar em Washington, em 2017.

Foto: /Divulgação

Primeira posição de recusa ao negócio foi superada, de acordo com fontes no Ministério da Defesa, em razão do panorama no mercado global de aviação; parceria é vista como uma forma de impulsionar Embraer no mundo

Xandu [email protected]
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Os governos Michel Temer e Donald Trump abriram conversas sobre uma eventual parceria comercial entre a Embraer e a Boeing, que podem incluir as áreas civil e militar das duas empresas.

Ao contrário da primeira posição de recusa ao negócio, segundo fontes no Ministério da Defesa, o panorama mudou diante do mercado de aviação, especialmente com a união entre o consórcio europeu Airbus e a canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer.

O governo brasileiro já aceita negociar parcerias entre a Embraer e a Boeing, segundo fontes no governo. Mas irá vetar controle da Embraer por estrangeiros e não abrirá mão da ação (Golden Share) que lhe dá direito a vetar decisões estratégicas na companhia.

Embraer e Boeing não comentam o andamento da negociação. Em nota conjunta, afirmaram que "encontram-se em tratativas em relação a uma potencial combinação de seus negócios, em bases que ainda estão sendo discutidas", sem qualquer garantia.

KC-390.

Nas conversas dos governos está o cargueiro militar KC-390, da Embraer. Trata-se de projeto encomendado pela FAB (Força Aérea Brasileira) e que terá sua comercialização feita em parceria com a Boeing. Tal parceria já consolidada seria o melhor exemplo das ramificações comerciais que as duas fabricantes poderão ter daqui para frente. Um dos motivadores é que elas não têm produtos concorrentes e podem somar os portfólios.

Outra questão é que as duas empresas não querem abrir negociações que contrariem os dois governos. O clima é de "ganha-ganha", segundo fontes.

Na Embraer, a postura é de convencer o governo brasileiro de que a negociação é relevante para o país. "A indústria aeroespacial passa por forte processo de consolidação e a Embraer precisa reposicionar-se para manter seu crescimento no mercado internacional e, assim, continuar a servir aos interesses estratégicos do Brasil", disse uma fonte..

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