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Economia
Janeiro 12, 2018 - 23:57

Cidades contratam 2,8 mil jovens em 2017, 40% do potencial da área

Carteira de trabalho

Mercado de trabalho. Ministério do Trabalho avalia que região tem pontecial para ter mais aprendizes

Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil

Três maiores cidades do Vale contrataram 2.869 jovens aprendizes entre janeiro e novembro de 2017, sendo 1.649 em São José, 918 em Taubaté e 302 em Jacareí; Ministério do Trabalho vê potencial para 7,1 mil nas três cidades

Xandu [email protected]

As três principais cidades do Vale do Paraíba aproveitaram pouco o potencial de contratação de jovens aprendizes no ano passado.

De acordo com levantamento preliminar do Ministério do Trabalho, obtido com exclusividade por OVALE, São José dos Campos, Taubaté e Jacareí contrataram 2.869 jovens aprendizes entre janeiro e novembro de 2017.

O potencial dos três municípios, no entanto, seria para contratar mais de 7.100 jovens por meio do programa Aprendizagem Profissional, que é estimulado pelo Ministério do Trabalho.

Aprendizagem Profissional foi criada em 2000 e entrou em vigor após ser regulamentada por decreto, em 2005.

Empresas de médio e grande porte são obrigadas a contratar adolescentes e jovens com idade entre 14 e 24 anos, matriculados em escola ou curso técnico.

A cota de aprendizagem varia de 5% a 15%, por estabelecimento, e é calculada sobre o total de empregados cujas funções demandem formação profissional.

A remuneração é proporcional ao número de horas que o aprendiz trabalha, usando como base o salário mínimo.

Mesmo com o potencial ainda pouco explorado na região, a contratação de jovens aprendizes cresceu cerca de 4% na comparação com 2016.

O índice foi melhor do que a contratação de pessoas para o primeiro emprego na RMVale, que caiu 3,21%: 16.358 admissões entre janeiro e novembro de 2017 contra 16.902, no mesmo período de 2016.

Para o empresário Antônio de Souza, de Guaratinguetá, que emprega dois aprendizes em seu negócio, nem sempre a carga horária do curso permite a contratação. "É preciso ter uma combinação melhor entre o horário do curso e o do trabalho. Muitas vezes o jovem fica sobrecarregado"..

'É um desafio convencer empregadores', afirma diretor do Ministério do Trabalho

Higino Brito Vieira, diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, disse que o potencial de contratações de jovens aprendizes é quase três vezes maior e que o desafio é "convencer os empregadores de que pode ser vantajoso para as empresas".

Segundo Vieira, a aprendizagem profissional não deve ser confundida com estágio.

"É importante destacar que a modalidade é diferente do estágio e implica garantias trabalhistas para o contratado", explicou o diretor.

Na avaliação dele, além disso, o programa traz benefícios a estudantes. "O programa de aprendizagem dá chance aos jovens de alcançar mais oportunidades no futuro profissional, além de auxiliar no combate à precarização do trabalho infantil", afirmou o diretor de Políticas de Empregabilidade..

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