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Economia
Janeiro 17, 2018 - 23:42

Em cinco anos, crise na indústria corta 26.950 empregos na RMVale

Ford

Indústria da crise. Em cinco anos, o setor perdeu aproximadamente 27 mil postos de trabalho no Vale

Foto: /Rogério Marques/ Arquivo OVALE

Dados do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) revelam que cenário de crise persistiu em 2017, apesar da queda no ritmo de corte de vagas. Em comparação com 2016. fechamento de vagas teve queda de 61%

Julia Carvalho eGuilhermo [email protected]

A crise econômica que assola o país provocou o fechamento de 26.950 vagas de emprego no setor industrial da RMVale no período dos últimos cinco anos -- de 2013 a 2017, de acordo com o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). O número é maior que a população de 23 das 39 cidades que integram o Vale do Paraíba, considerado um dos principais polos industriais brasileiros. Apesar disso, com o saldo de -2.100 postos de trabalho no setor, 2017 foi o anos 'menos pior' nestes últimos cinco anos.

Na comparação com 2016, o número de vagas cortadas em 2017 foi 61% menor -- naquele ano, as indústrias da região cortaram 5.450 postos. Já em 2015, esse saldo foi de -12.050 empregos, contra -4.750 em 2014 e -2.600 no ano anterior.

A RMVale é dividida em três microrregiões: de Jacareí (que engloba três municípios), São José dos Campos (8 municípios) e Taubaté (28) -- em 2017 o saldo foi de, respectivamente, -850, -700 e -550.

TENDÊNCIA.

De acordo com especialistas ouvidos por OVALE, a evolução dos números revela que a crise persiste, no entanto com um ritmo menos agressivo.

A gerente regional do Ciesp de São José, Joseani Cristina Antunes, avalia que o mercado vai melhorar. "Eu acredito que 2018 vai ser um ano melhor para o mercado de trabalho, mas a melhora vai ser lenta", declarou Joseani a OVALE.

O economista Luiz Carlos Laureano acredita que os resultados positivos só devem voltar em 2019. "Em 2018, essa situação tende a melhorar, mas não o necessário. Somente em 2019 poderemos retomar os avanços na economia de uma forma mais suscinta", declarou o economista..

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