São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Janeiro 08, 2018 - 23:11

É O SHOW DOS BILHÕES...

Após liberar R$ 10,7 bilhões em emendas. para se manter no poder, Michel Temer centra fogo no apoio à Previdência


Quem quer dinheiro? Mesmo alegando falta de recursos nos cofres públicos, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) abriu o baú em 2017, para a felicidade da bancada governista. Foi um verdadeiro show de prêmios, no melhor estilo para ganhar é só rodar... ou melhor, é só votar. No total, o Palácio do Planalto liberou cerca de R$ 10,7 bilhões em emendas parlamentares no ano passado -- alta de 48% na comparação com o ano de 2016. Nos bastidores de Brasília, o lema nos corredores do Congresso Nacional era simples: se a denúncia contra o governo não passa, o Executivo então repassa.

É o tentação.

Explicando: Temer, no último ano, foi alvo de duas denúncias graves perpetradas pela Procuradoria-Geral da República. O peemedebista, que foi acusado de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, queria 'manter isso' (leia-se governo, o cargo) e precisou abrir os cofres públicos, escancarando a porta da felicidade para os fisiológicos políticos que gravitam em torno do poder.

Só compra quem tem e quem, de uma forma pouco republicana, achar o preço certo. Apesar do alto custo, Temer conseguiu escapar da Justiça dos homens e se manter no cargo. Um poço sem fundo, de milhões. E a fonte não secou. Está longe disso, como o secretário de Governo, Carlos Marun, deixou claro ao pressionar governadores para obter apoio para a Reforma da Previdência, ao liberar recurso para as unidades federativas.

E falando na reforma...

Temer se reuniu em São Paulo com Silvio Santos, empresário proprietário do SBT. No melhor estilo dos programas 'Bailando por um sonho', 'Eu preciso de ajuda', 'Namoro na tevê' ou 'Vamos fazer média', o peemedebista quer o apoio do apresentador para vender ao público a ideia de que a reforma é positiva. Um lobby, com o presidente participando de programas populares e defendendo mudanças na previdência. Se rolar... rolou. Se colar... colou.

Parece até pegadinha. O Palácio do Planalto corre, de forma desesperada, contra o tempo e quer aprovar a reforma em fevereiro, tentando conquistar os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados.

Nesse show do bilhão, o eleitor terá que assistir seus representantes responderem: topam ou não topam a reforma? Mais uma vez, a conta vai ficar com o trabalhador brasileiro, que só assiste -- passivo -- a esse espetáculo horripilante em silêncio, esquecendo-se de que possui o controle remoto nas mãos.

Em outubro, será que o Brasil vai trocar de canal?.

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO