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Editorial
Janeiro 23, 2018 - 00:41

O AUMENTO DA TARIFA

Pedido de reajuste na passagem em São José deve vir acompanhado de reflexão sobre a qualidade do sistema


Depois das celebrações de dezembro, o cidadão cai na realidade. Começa janeiro com as contas de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), material escolar e uniforme dos filhos. A dor de cabeça aumentou ontem, quando OVALE revelou que as empresas que operam o transporte coletivo pediram reajuste da tarifa em São José. O valor, que já é alto, deve ficar mais salgado em breve.

O último reajuste concedido pelo prefeito Felicio Ramuth (PSDB) à tarifa aconteceu em abril de 2017, ou seja, há menos de um ano. Na ocasião, a passagem foi elevada de R$ 3,80 para R$ 4,10.

Cabe ao cidadão, a partir de agora, cobrar transparência da prefeitura. As empresas, como já é de se esperar, irão jogar duro para elevar ao máximo o preço da passagem.

O passageiro, porém, está insatisfeito com o serviço oferecido. Basta sair às ruas e ouvir o trabalhador: ônibus lotados, baixa oferta de horários e veículos sujos. Ficará difícil convencer o usuário que, sem nenhuma melhora, haverá reajuste tarifário. Que vantagem levará o passageiro nessa?

É fato que existe o peso dos custos operacionais dos ônibus, o financiamento de gratuidades e a perda de demanda no transporte público. Mas ao tornar o transporte coletivo mais caro, em época de recessão, aumenta-se a probabilidade do agravamento do quadro.

Principalmente com o crescimento de aplicativos como Uber. O preço de uma corrida, quando dividido por duas ou três pessoas que seguem para o mesmo destino, acaba sendo mais vantajoso financeiramente que enfrentar ônibus lotado.

A Secretaria de Mobilidade Urbana começa a analisar o pedido das três empresas que operam em São José. Esta é uma oportunidade para o governo Felicio Ramuth abrir o debate com a sociedade, conhecer as deficiências do sistema, ouvir mais os passageiros e refletir sobre melhorias.

Antes de falar em aumento de tarifa, a prefeitura precisa discutir a qualidade.

Quem utiliza os ônibus diariamente deve ser chamado para uma discussão transparente. Ou corre-se o risco de, novamente, a população mais pobre ser penalizada..

 

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