São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Janeiro 26, 2018 - 01:20

SEGURANÇA DE CADA DIA

Dados do governo estadual mostram que a RMVale deve, não só no discurso, ser prioridade máxima na segurança


Uma boa notícia: a RMVale é a região que mais baixou o índice de assassinatos em todo o Estado. Uma péssima notícia: nem isso foi capaz de tirar a região do posto de mais violenta de São Paulo.

Os dados oficiais apresentados nesta quinta-feira pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram uma melhora no Vale do Paraíba, mas provam que ainda há muito a ser feito para melhorar a segurança. Não é que ficou bom, só ficou menos pior.

Em primeiro lugar, prova que a região precisa realmente ser prioridade do Estado no combate à violência. De verdade. Não só no discurso.

Para se ter uma ideia, mesmo com queda de 23,12% no número de vítimas em 2017, em relação ao ano anterior, foram 349 mortes violentas na região, entre homicídios e latrocínios (são os chamados roubos seguidos de morte).

A região de Campinas, por exemplo, aumentou o número de assassinatos em 13,10%, mas alcançou 302 vítimas.

Os dados completos podem ser vistos em uma reportagem na página 8, assinada pelo editor-chefe Guilhermo Codazzi.

Proporcionalmente, a RMVale é mais violenta que qualquer outra região, incluindo a capital e a grande São Paulo.

Os números impressionam, claro, negativamente.

A região está acima da taxa de 10 homicídios por cada 100 mil habitantes, patamar classificado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como tolerável -- acima desse índice há quadro de violência endêmica.

Basta.

É necessário que a região se torne o plano A, B e C do governo do Estado para o combate à violência. Urgentemente. E na prática.

O discurso é de que a região é prioridade há quatro ou cinco anos, mas os números mostram uma realidade diferente, como revelou OVALE, mostrando que a região recebeu menos de 2% dos novos policiais nos últimos anos.

Nos resta torcer (e cobrar, senhor governador) que agora as coisas sejam diferentes. Quem sabe, pelo menos em um ano eleitoral, esse discurso seja colocado em prática?.

 

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