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Política
Janeiro 06, 2018 - 01:55

Ortiz avalia como satisfatório primeiro ano de novo mandato em Taubaté 

Ortiz Junior (PSDB), prefeito de Taubaté

Balanço. Ortiz Junior (PSDB) defendeu a atuação de seu governo nos casos mais controversos de 2017

Foto: /Rogério Marques

Para o tucano, apesar de a arrecadação ter ficado abaixo do esperado em razão da retração da economia, foi possível avançar; para 2018, prefeito projeta melhorias em áreas como saúde, educação, trânsito e emprego

Julio [email protected]

Um ano satisfatório. Essa foi a avaliação que o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), fez dos primeiros 12 meses de seu segundo mandato à frente do Palácio do Bom Conselho.

Para o tucano, apesar da arrecadação ter ficado abaixo do esperado em razão da retração da economia, foi possível avançar.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo tucano ao jornal.

Que balanço o senhor faz do primeiro ano desse mandato?

A avaliação é satisfatória, visto que foi possível avançar em um período de retração da economia e queda nos investimentos. Foi possível absorver a demanda proporcionada pela migração de pacientes da rede privada para o sistema público de saúde. Também houve ampliação na Educação, com mais alunos no ensino integral. O COI ajudou a derrubar os indicadores da criminalidade.

Nos quatro anos do primeiro mandato, o senhor governou respondendo a um processo de cassação. Estar livre dessa acusação facilitou governar a cidade em 2017?

Considero que a Justiça foi feita e a decisão referendou o desejo popular expresso nas urnas. Sempre tive o cuidado de evitar interferências destas questões na condução da administração municipal.

Os problemas com os exames laboratoriais começaram no fim de 2016 e a empresa só foi trocada no fim de 2017. A prefeitura demorou para tomar uma medida nesse caso?

Tão logo foi identificado o problema com a empresa anterior, buscamos uma solução. Em um primeiro momento, foi realizada a licitação para a suplementação dos exames, o que não foi possível concretizar devido a problemas de documentação da própria empresa vencedora do certame. Em seguida, buscamos uma nova licitação, ao mesmo tempo em que fizemos todos os apontamentos, notificações e autuações à empresa para que regularizasse a situação.

A fila de espera por uma vaga nas creches municipais passou de 1.624 crianças em julho para 2.577 em novembro. O que a prefeitura vai fazer para zerar esse déficit?

Este é um processo dinâmico, sujeito a variações e potencializado pela migração de famílias que utilizavam os equipamentos da rede particular para a rede pública. Pretendemos reduzir esta demanda com a oferta de vagas em novas 7 unidades que serão entregues em 2018.

O atraso para a integração do transporte público completou quatro anos em 2017. Isso vai sair em 2018?

Trabalhamos para que, tão logo seja homologada a licitação do Tctau, os permissionários possam adquirir os novos veículos. Eles dispõem de um prazo de 90 dias. Posteriormente poderemos dar início ao processo de integração.

A prefeitura iniciará em 2018 as obras com recursos do CAF. Com a queda na arrecadação, será possível fazer investimentos também em outras áreas?

Sim. Entre as outras áreas está a Saúde, com a retomada da gestão do Hospital Universitário. Também teremos um centro de oftalmologia para o município, bem como um Centro de Referência para a Mulher e novas policlínicas. Teremos o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e a rede Lucy Montoro. A ampliação da rede municipal de educação terá sequência.

O que o morador de Taubaté pode esperar para 2018?

Uma administração voltada para o cidadão, para a melhoria da qualidade de vida. Também esperamos concluir o conjunto de obras antienchente até o final de 2018. O centro da cidade terá sua malha viária revitalizada e a mobilidade urbana também vai priorizar outras formas de deslocamento, incrementando a malha cicloviária de Taubaté. Vamos continuar com uma administração comprometida com a gestão responsável dos recursos públicos. Ao mesmo tempo, precisamos buscar alternativas para atrair empregos, estimular a economia criativa, fazer da cidade um ambiente favorável a investimentos.

Chegou a hora de retomar a gestão do Hospital Universitário, avalia o tucano

Responsável por concluir o processo de transferência da gestão do Hospital Universitário ao governo estadual em 2013, Ortiz Junior afirma: cinco anos depois, chegou a hora de retomar a unidade.

Para o tucano, não se trata de uma mudança de opinião, mas sim de uma alteração do cenário. "Em 2013, quando assumimos a Prefeitura de Taubaté, não havia recursos disponíveis para assumir a gestão do Hospital Universitário. Priorizamos o fortalecimento da rede de atenção básica, das unidades de urgência e emergência, assim como a descentralização dos especialistas por meio das UBS Mais", diz o prefeito. "Também buscamos melhorar a infraestrutura e o atendimento de urgência e emergência por meio de reforma do Pronto-Socorro e a construção das Unidades de Pronto Atendimento. O trabalho de atendimento emergencial do Samu foi concluído", completou.

A retomada do HU está prevista para maio. O gasto anual será de R$ 60 milhões. "Entendemos que esta seja a hora de retomar a gestão do hospital e aumentar a oferta de leitos para os taubateanos", afirmou Ortiz..

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