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Política
Janeiro 11, 2018 - 23:37

Ortiz prorroga contrato de publicidade por um ano em Taubaté

O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB)

Publicidade. O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), em evento

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Em seu último ano de contrato, Central Business, que já recebeu R$ 13,289 milhões, irá ganhar mais R$ 3,5 milhões

Da redaçã[email protected]

O governo Ortiz Junior (PSDB) prorrogou por mais 12 meses o contrato com a empresa Central Business, que atua como agência de publicidade oficial da Prefeitura de Taubaté.

A prorrogação foi assinada no dia 19 de dezembro, mas o termo só foi publicado no diário oficial dessa quarta-feira, dia 10 de janeiro.

O novo prazo segue até o dia 18 de dezembro desse ano. Até lá, a empresa irá receber R$ 3,5 milhões pelo serviço - o valor anual permanece inalterado desde que o contrato foi assinado, em 19 de dezembro de 2013.

O contrato atingirá 60 meses em dezembro desse ano e não poderá mais ser prorrogado. Uma nova licitação terá que ser aberta pelo governo Ortiz com essa finalidade. No certame de 2013, a Central Business superou outras seis agências.

Entre 2013 e 2017, a empresa já havia recebido R$ 13,289 milhões da prefeitura, segundo dados do Portal da Transparência.

SERVIÇO.

Como agência da prefeitura, a empresa é responsável por diversos serviços, como criação de peças de publicidade, pesquisa, redação de textos de comerciais e de propaganda, execução e veiculação da publicidade institucional e de interesse público, além do planejamento na área de comunicação.

Desde o início da prestação do serviço, as peças produzidas pela agência foram marcadas pela divulgação de dados imprecisos sobre os resultados obtidos pelo governo Ortiz. As duas primeiras peças, feitas no começo de 2014, por exemplo, trouxeram dados diferentes dos oficiais. Uma delas citava que a dívida deixada pela gestão Roberto Peixoto era de R$ 50 milhões, mas os dados oficiais apontavam R$ 10 milhões. Além disso, dizia que em 2013 foram economizados R$ 150 milhões, mas o correto seria R$ 86 milhões.

Outra peça dizia que a Atividade Delegada havia derrubado o número de roubos pela metade. Na época, os dados oficiais apontavam crescimento desse tipo de crime.

Em 2017, a situação voltou a se repetir. Uma peça feita pela agência apontou que 1.332 unidades habitacionais estavam em construção em Taubaté. Na realidade, eram 832. Além disso, a propaganda apontava como novas três unidades de saúde que tinham sido apenas reformadas..

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