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Economia
Fevereiro 02, 2018 - 07:32

Top 10 das admissões tem salário 33% menor que o das demissões

Carteira de trabalho

Trabalhadores. Expectativa do governo federal era de aumento na geração de empregos após a reforma

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Dados oficiais do Ministério do Trabalho mostram que a média de pagamento das 10 profissões com maior saldo de demissões é de R$ 1.887,74, ante uma média de R$ 1.262,74 das 10 ocupações com mais admissões

Da redaçã[email protected]

O salário médio das profissões que mais contrataram na RMVale em 2017 é 33% menor que das profissões que mais demitiram.

O levantamento feito por OVALE com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho mostra que a média de pagamento das 10 profissões com maior saldo de demissões é de R$ 1.887,74, ante uma média de R$ 1.262,74 das 10 ocupações com maior saldo de admissões.

Os dados utilizam apenas trabalhos formais, com carteira assinada, e foram divulgados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) essa semana.

Os números divulgados pelo governo Federal representam as três maiores cidades da região (São José dos Campos, Taubaté e Jacareí), além de municípios menores na microrregião (Caçapava, Igaratá, Pindamonhangaba, Santa Branca e Tremembé).

EMPREGO.

A profissão com maior saldo negativo em 2017 na região foi de Pedreiro, com salário médio de R$ 1.696,66. A tabela segue com Cozinheiro, Almoxarife, Motorista de Caminhão, Operador de Empilhadeira, Supervisor Administrativo, Assistente Administrativo, Mecânico de Manutenção de Máquinas, Porteiro de Edifícios e Gerente Administrativo. Todas elas demitiram mais do que contrataram na RMVale.

Na outra ponta, a profissão que com maior saldo de contratações no ano passado foi em Linha de Produção -- o salário médio foi de R$ 1.430.

A sequencia da lista Caged mostra Faxineiro, Auxiliar de Escritório, Repositor de Mercadorias, Vigilante, Vendedor de Comércio, Embalador, Armazenista, Auxiliar de Serviços de Alimentação e Montador de Móveis completando o 'Top 10' de profissões com saldo positivo durante o ano.

ECONOMIA. Para o economista Luiz Carlos Laureano, os dados são reflexo do ainda fraco momento da economia. "É a questão da lei da oferta e da procura. Você tem uma mão de obra enorme a disposição e pouco emprego. Ou seja, acaba contratando com preço mais barato quase sempre", afirmou. "Por incrível que pareça, não se pode ter uma taxa de desemprego perto de zero, abaixo de 5%, porque gera inflação. Teria mais oferta de emprego, pouca gente pra trabalhar, aí as pessoas vão exigir salário maior e tudo desanda", disse o especialista.

A avaliação do mercado é que 2018 deve ser ainda um ano de incerteza, graças ao momento político e econômico que o país atravessa. A exemplo do Brasil, a RMVale também ficou em baixa em 2017: teve seu quarto ano seguido com saldo negativo na geração de empregos..

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