São José dos Campos
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Editorial
Fevereiro 26, 2018 - 22:04

POLÊMICA É PASSAGEIRA?

Empresas questionam fórmula divulgada pela prefeitura, por considerarem que ela onera setor que gera empregos


Revelada por OVALE, a nova fórmula da tarifa do transporte público em São José dos Campos está provocando uma enorme polêmica. Uma polêmica que, pelo andar da carruagem, não deve ser passageira. Ao congelar o valor da passagem para o usuário comum, criando uma tarifa social e mantendo-a no patamar de R$ 4,10, o governo do prefeito Felicio Ramuth (PSDB), que durante a campanha eleitoral fazia questão de andar de ônibus para cima e para baixo, optou por repassar a conta para as empresas que fornecem vale-transporte aos funcionários, fazendo-as arcar com ovalor de R$ 4,70.

De acordo com a argumentação da prefeitura, após a análise das variáveis envolvidas (elevação no preço do combustível no último ano, salários de motoristas e cobradores, entre outras), chegou-se à conclusão inicial de que a nova tarifa deveria ser de R$ 4,39. No entanto, por entender que o trabalhador atravessa um momento econômico delicado, devido principalmente à falta de postos de trabalho e à queda no poder de compra, Felicio optou pela modicidade tarifária, uma forma de garantir o acesso do cidadão ao serviço público.

A prefeitura defende que, com a retomada na economia, hoje o empresário tem possibilidade de absorver o impacto e pagar a conta, que também será paga pelo Executivo -- é quem mais gasta com o vale-transporte, ao lado da Urbam e Fundhas (ou seja, indiretamente, o usuário também pagará uma fatia da conta, com o dinheiro de seus impostos). A reação à nova fórmula da tarifa, que foi anunciada na tarde de sexta-feira, não tardou. Faltou avisar os russos.

Os empresários e comerciantes não gostaram nada de ficar com a conta nas mãos e ontem lançaram críticas à medida, que seria prejudicial aos 'geradores de empregos'. "As empresas são responsáveis pela geração de empregos e da riqueza que, direta ou indiretamente, ajuda a sustentar a pujança de nossa cidade", diz trecho da nota divulgada pela ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, que cobrou explicações.

Via redes sociais, o presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares), Antonio Ferreira Junior, também se manifestou nesta segunda. "Gostaria de saber quem foi o gênio que pensou nisso, num momento de crise, as empresas tentando se recuperar ou mesmo continuar sobrevivendo, e aí vem a prefeitura e faz um absurdo desses", postou.

Enquanto o usuário comemora o congelamento da tarifa, as empresas chiam e, nos bastidores, afirmam que a nova tarifa é uma medida 'populista' e que a conta não fecha. Para eles, Felicio passou do ponto..

 

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