São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Política
Fevereiro 02, 2018 - 23:14

Compra de painel da Câmara de Taubaté gera suspeita e acaba no MP

Painel eletrônico instalado na Câmara de Taubaté

Painel eletrônico instalado na Câmara de Taubaté

Foto: Rogério Marques/OVALE

Denúncia partiu de moradores que, assim como um grupo de vereadores, estranharam a compra feita sem alarde pela Câmara entre o fim do ano passado e o início de 2018

Julio [email protected]

Feita sem alarde pela Câmara de Taubaté, a compra de um painel eletrônico com sistema de votação levantou suspeitas entre vereadores e um grupo de moradores.

Surpreendido com a notícia da aquisição, divulgada pelo jornal, um grupo de quatro parlamentares chegou a cobrar informações do Legislativo sobre a licitação.

Já um grupo de moradores, chamado Amatau (Amigos Associados de Taubaté), foi além: encaminhou denúncia ao Ministério Público afirmando que o certame foi direcionado à empresa vencedora, a Visual Sistemas, de Belo Horizonte.

O painel, que registra presença e voto dos vereadores, será apresentado aos eleitores na próxima segunda-feira, quando o Legislativo realiza a primeira sessão do ano.

A compra começou a ser estudada em junho passado. Em julho uma comitiva da Câmara, com a presença do presidente, Diego Fonseca (PSDB), visitou a sede da Visual Sistemas, em Belo Horizonte. Em novembro foi feita outra visita, dessa vez à sede da empresa Spider Tecnologia, em São Paulo. As duas viagens não foram divulgadas na época.

Posteriormente, o Legislativo pediu orçamentos a três empresas: a Visual, a Spider e a Sistemath, que também tem sede na capital. A Spider e a Sistemath trabalham com painéis eletrônicos em geral, mas não têm experiência em painéis com sistema de votação.

A Sistemath orçou o serviço em R$ 431.313,60. A Spider, R$ 412.130. A Visual, R$ 377.930.

O pregão foi aberto no dia 8 de dezembro e a sessão de lances foi no dia 20. Apenas duas empresas compareceram: a Sistemath nem teve seu envelope aberto, pois não apresentou o atestado de capacidade técnica, já que não tem experiência na área; a Visual fez um lance inicial de R$ 406.998, bem superior ao que ela própria havia orçado anteriormente. Após pedido de desconto do pregoeiro, o contrato foi fechado em R$ 400 mil.

OUTRO LADO.

O diretor-geral da Câmara, Kelvi Soares, alegou que a licitação respeitou a legislação e que a viagem às duas empresas serviu para conhecer detalhes sobre o sistema.

A Visual Sistemas negou irregularidades. A Spider e a Sistemath reconheceram não ter experiência em painéis com sistema de votação, mas afirmaram que elaboraram o orçamento solicitado por terem "condições técnicas" para atuarem no ramo. As duas empresas alegaram ainda ser concorrentes da Visual..

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO