São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Março 06, 2018 - 22:57

Faróis e afundadores

Jornalismo crítico, isento e imparcial é indispensável para a democracia em meio ao cenário nebuloso das fake news


Em meio à tormenta, quando Netuno parecia ter arrebentado a pontapés os portões do mar, uma luz cintilava ao longe e, bravamente, parecia indicar um caminho seguro à embarcação em apuros, chacoalhada pelas ondas e castigada pela chuva torrencial. E só parecia, para a infelicidade da tripulação. Ao invés de um farol, que mostraria a rota salvadora ao navio, desviando-lhe dos traiçoeiros rochedos, essa luz era emitida pelos criminosos inescrupulosos apelidados de 'afundadores', que povoaram os mares do planeta ao longo de séculos, criando falsos faróis e guiando as embarcações para zonas marítimas perigosas, com objetivo de mandá-las diretamente para as pedras mortais e depois saqueá-las, roubando ouro, joiais e outras riquezas.

Séculos depois, voltamos a navegar por mares turbulentos em meio ao tsunami das fake news, uma concreta ameaça à democracia e à liberdade de opinião que violentamente invade nosso já polarizado dia a dia, emitindo uma luz falsa que guia milhões e milhões de pessoas rumo aos rochedos. Após a eleição de Donald Trump, em uma campanha eleitoral repleta de informações falsas (ou de 'verdades alternativas', como definiu o presidente dos Estados Unidos), a ficha caiu e foi criada uma nova onda, no sentido contrário à essa tormenta: trata-se da revalorização do jornalismo profissional, crítico, plural, pautado por informações concretas, investigação e, acima de tudo, credibilidade.

Ao invés de boatos, fatos.

O jornalismo é o farol que vai, no dia a dia, guiar o leitor pela rota segura e ajudá-lo na árdua missão de separar o joio do trigo da informação. Mais do que isso, cabe a ele a missão de salvaguardar a democracia, fiscalizando o poder público, trazendo à luz o que se esconde na escuridão, fazendo vir à tona aquilo que os 'poderosos' empurraram para debaixo do tapete. Não é à toa, a ONU (Organização das Nações Unidas) já classificou o fenômeno das fake news como uma 'preocupação global'.

Esta semana, OVALE revela a existência de um esquema paralelo que 'fura a fila' da habitação em Taubaté, retirando os moradores -- sem uma autorização legal -- de suas casas, no Barreiro, e destinando-as para policiais militares e guardas municipais.

O caso só veio à tona devido à atuação independente e fiscalizadora do jornalismo praticado por OVALE, veículo que ocupa a vanguarda editorial da região do Vale do Paraíba. Entre afundadores e faroleiros, essa luz do jornalismo não se apaga jamais e segue indispensável, iluminando o caminho da verdade..

 

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