São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Março 29, 2018 - 23:22

VALA COMUM NA REGIÃO

Apesar das promessas, Estado se mostra ainda incapaz de tirar o Vale do posto de capital dos homicídios em SP


Em uma vala, na estrada Joel de Paula, a jovem B.T.S. deixa a vida e entra, ainda aos 20 anos, para a fria estatística da violência na RMVale, a capital dos homicídios em São Paulo, deixando para trás uma filha de apenas 3 anos. O corpo da vítima foi encontrado pela polícia no dia 25, na zona leste de São José dos Campos, após dias de desaparecimento. E como medir a perda de uma vida? As estatísticas utilizam-se de números e é por meio deles que o governo do Estado mede a taxa de de violência nas regiões paulistas. Eles servem como um parâmetro, um termômetro. E, de acordo com esse medidor, pode-se dizer que a região do Vale do Paraíba sofre e não é de hoje de um quadro endêmico de insegurança. É fato.

Além de ser a região do interior de São Paulo com o maior número absoluto de homicídios, ainda cabe à RMVale outro título triste e indesejado: possui a maior taxa de vítimas de homicídios a cada 100 mil habitantes do estado, tendo mais do que o dobro do índice registrado na capital, por exemplo -- no Vale a taxa atualmente é de 13,28 vítimas a cada 100 mil habitantes, enquanto na capital o índice é de 6,53. Na média, o estado tem taxa de 7,74 e já o interior de 7,82. A segunda taxa mais alta é a da região de Araçatuba, com o número de 10,48. E Campinas? É de 7,51. A Baixada Santista tem 8,29. Quanta diferença não?

A taxa, fornecida pela própria Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, é utilizada para a comparação do grau de violência entre as áreas com tamanhos diferentes, fornecendo um índice proporcional de violência. Quando ela supera 10 mortes por 100 mil habitantes há quadro de violência endêmica.

O Vale é líder da violência desde 2010, conforme mostrou balanço divulgado por OVALE em 2017. Nossa região está doente, sofrendo desta grave enfermidade que chama-se insegurança pública. O termômetro não deixa dúvida.

Mas o tratamento?

Até aqui, em meio a promessas que não se cumprem e um eterno enxugar gelo, houve avanços recentes, mas ainda nada capaz de curar esse câncer.

Até quando a segurança no Vale, que deveria ser a prioridade do Estado na área da segurança pública, estará jogada na vala comum do esquecimento?.

 

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