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Editorial
Abril 11, 2018 - 23:16

Por corações e mentes

Com fake news e manipulação de dados nas redes sociais, plataformas digitais são novo campo de batalha geopolítico


Há uma guerra sendo travada na trincheira mais próxima de você. Seja em seu computador, notebook, smartphone ou tablet. E os confrontos acontecem bem perto de todos, no trabalho, nas escolas, no almoço, na balada ou no cinema,mais precisamente na palma da mão ou à curta distância de um mouse, com setas teleguiadas. Trata-se de um campo de batalhas virtual, mas com efeitos muito reais e avassaladores. É a guerra oculta travada nas redes sociais, este novo campo de batalha geopolítico, onde a missão destes exércitos é controlar corações e mentes, conquistanto seu voto e outros espólios de guerra, como o apoio a uma determinada causa.

É o que revelam os escândalos envolvendo a propagação de notícias falsas -- as 'fake news' --, as ações da Rússia para influenciar a eleição do republicano Donald Trump nos Estados Unidos e ainda outros pleitos ao redor do globo, além do vazamento de dados de 50 milhões de usuários do Facebook, a maior rede social do planeta, com aproximadamente 2,2 bilhões de perfis.

Os dados sigilosos foram, sem autorização dos internautas, recolhidos pela consultoria política Cambridge Analytica, empresa britânica que foi contratada pela campanha presidencial de Trump em 2016 -- campanha repleta de fake news, é bom que se diga. O objetivo era manipular a opinião pública.

O escândalo colocou o antes inabalável Facebook nas cordas, a ponto de provocar uma queda bilionária nas ações da empresa e obrigar o seu fundador e CEO, Mark Zuckerberg, a dar explicações ao Senado em Washington. E ele admitiu o erro da rede, mas prometeu aperfeiçoa-la.

Até aqui, no entanto, o esforço contra as fake news e a manipulação política nas redes ainda se mostra absolutamente ineficaz.

Nessa guerra virtual, a objetivo dos exércitos é claro, cristalino: hackear corações e mentes.

E, obviamente, não estamos suficientemente entrincheirados..

 

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