São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Abril 19, 2018 - 22:57

INDO PELA CONTRAMÃO

Com aumento de 33% no número de mortes no trânsito, a RMVale vai na contramão do estado, que teve redução


Sinal amarelo. É sinal de alerta no trânsito da RMVale, de acordo com os novos dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), divulgados nesta quinta-feira. Eles apontam um aumento de 50% no número de mortes em acidentes no Vale do Paraíba em março, na comparação com esse mesmo período em 2017 -- foram 27 contra 18 óbitos. No primeiro trimestre, a região acumulou 91 mortes, média de uma a cada dia, um recorde na série histórica do Infosiga, iniciada no ano de 2015 -- foram 68 em 2017, 90 em 2016 e no ano anterior. Os números colocam em xeque o plano definido pelo Estado para a redução de 50% na quantidade de vidas perdidas em acidentes fatais no Vale do Paraíba até o ano 2020. Como se vê, ao invés de cair, a violência no trânsito está crescendo. E indo na contramão.

Sinal vermelho. É sinal de pare, pois é preciso frear urgentemente o avanço desenfreado da violência no trânsito da RMVale. Se o número de vítimas fatais subiu 33,82% no Vale durante o primeiro trimestre de 2018, no estado o resultado foi oposto, com queda de 7,1% no índice. Estamos decididamente na contramão. A taxa de mortes no trânsito já está superando até mesmo o número de homicídios na região -- no primeiro bimestre, por exemplo, 64 pessoas morreram em acidentes de trânsito e 54 vítimas de homicídio na RMVale, a área que lidera a violência em São Paulo.

Trata-se, como se observa com os dados do Infosiga, de um quadro de violência desenfreada nas ruas das nossas cidades. "A imprudência ainda é regra em nosso trânsito", diz Ronaldo Garcia, engenheiro que é especialista em trânsito e comentou os dados na reportagem de Xandu Alves publicada na página 8 desta edição de sexta-feira. "As pessoas têm que ser educadas para um trânsito seguro", completou ele.

Os motociclistas foram os que mais cresceram entre as vítimas fatais. Passaram de 19 mortes no primeiro trimestre de 2017 para 36 óbitos, em igual período deste ano, alta de 89,47%. Os ciclistas vêm em seguida, com 50% a mais de mortes, de 8 para 12. Os automóveis registraram 46,15% entre as vítimas fatais, de 13 para 19.

Sinal verde. É sinal de que pode-se avançar e seguir em frente. Entrou em vigorar nesta quinta a Lei 13.546/2017, que ampliou as penas mínimas e máximas para o motorista que provocar, sob efeito de álcool e outras drogas, acidentes de trânsito que resultarem em homicídio culposo ou lesão corporal grave ou gravíssima. A pena passou de 2 a 5 anos para 5 a 8 anos de prisão. Certo. Pois é preciso conscientizar, fiscalizar e punir, com rigor..

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO