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Economia
Maio 25, 2018 - 20:32

Montadoras automotivas interrompem produção na indústria

Brasil

Linha de produção. Montadoras de todo o Brasil estão paradas, incluindo as principais do Vale do Paraíba: Chery, Ford, GM e Volkswagen

Foto: /Divulgação

Associação responsável por fabricantes do setor de veículos afirma que todas as linhas de produção no Brasil estão paradas em decorrência da greve dos caminhoneiros; montadoras da RMVale já haviam paralisado

Da redaçã[email protected]

Parcialmente paralisadas desde a última quarta-feira por conta da greve nacional dos caminhoneiros, as principais montadoras da RMVale pararam a produção nesta sexta-feira e não tem previsão de volta.

A primeira a começar a interromper as atividades foi a Volkswagen, em Taubaté, ainda na terça. A fábrica depois suspendeu temporariamente os três turnos das linhas, além do setor administrativo, e a princípio os funcionários não trabalham nem na segunda-feira.

A medida é porque, com a paralisação, as fábricas tem dificuldade de receber as peças e enviar os produtos. A própria montadora disse, em nota, fez avaliou os impactos e fez ajustes no programa de produção por conta da greve.

Outras empresas foram parando parcialmente, e, nesta sexta, já não funcionaram. São os casos da Ford, também em Taubaté, e das plantas de General Motors e Chery em São José dos Campos.

Não há, no momento, previsão de normalidade no trabalho a partir da próxima segunda, de acordo com funcionários das empresas, ouvidos por OVALE.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José fala em convocar uma greve geral.

"A mobilização dos caminhoneiros merece total solidariedade e apoio dos trabalhadores. A greve abre caminho para a unificação das diversas lutas que estão em curso no país e para outras que devem se iniciar. Agora é hora das centrais sindicais se reunirem para convocar uma Greve Geral", afirmou o presidente da entidade, Weller Gonçalves, em nota oficial.

Anfavea diz que haverá impacto na arrecadação

A consequencia é nacional. De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), todas as linhas de produção instaladas no Brasil estão paradas desde esta sexta-feira.

De acordo com a entidade, a indústria automobilística gera de impostos mais de R$ 250 milhões por dia e, por isso, 'a paralisação terá forte impacto na arrecadação do país'.

"A greve dos caminhoneiros afetará significativamente nossos resultados, tanto para as vendas quanto para a fabricação e exportação", diz a Anfavea em nota divulgada à imprensa e assinada pelo presidente Antonio Megale, que, na quarta-feira, havia expressado preocupação.

Segundo a associação, a média diária de produção foi de 12,6 mil unidades. A maioria das montadoras já estava sem produzir e outras estão com os pátios lotados, sem o transporte das cegonhas, e não há como estocar veículos.

Representando cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional e 20% da indúsitra, o automotivo é dependente do transporte de caminhões tanto para recebimento de peças quanto para o envio de produtos.

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