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Economia
Maio 31, 2018 - 00:33

Greve dos petroleiros é contra privatização da Petrobrás e pede redução no preço dos combustíveis

Petroleiros da REVAP aprovaram a medida.

Refinaria. Categoria aprova estado de greve na refinaria de São José, a terceira maior em todo o país

Foto: /Divulgação

Paralisação da categoria é nacional e foi considerada abusiva por ministra do Tribunal Superior do Trabalho, que fixou multa de R$ 500 mil ao sindicato que descumprir decisão; no Vale, Sindipetro mantém a paralisação

Xandu [email protected]

Petroleiros da Revap (Refinaria Henrique Lage), da Petrobras, em São José dos Campos, decidiram cruzar os braços nesta quarta-feira em uma greve por tempo indeterminado.

A paralisação é nacional e foi convocada pelas duas federações da categoria, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros).

Segundo o Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros) de São José, a maior parte dos trabalhadores da refinaria aderiu à paralisação. A Revap conta com cerca de 800 empregados diretos e 1.500 terceirizados.

Por questões de segurança, um contingente mínimo foi mantido dentro da Revap para manter a operação da refinaria de São José.

Terceira maior refinaria do país, a Revap produz querosene para aviação, gasolina, óleo diesel e asfalto. A unidade é responsável por abastecer o mercado do estado de São Paulo e a região Centro-oeste do país. Os petroleiros do Tebar (Terminal Marítimo Almirante Barroso) de São Sebastião também aderiram á greve por tempo indeterminado, que atingiria 80% dos 240 funcionários da categoria.

PAUTA.

Os petroleiros reivindicam redução no preço dos combustíveis, são contrários à privatização da Petrobras e pedem a saída do presidente da estatal, Pedro Parente.

Com faixas, os petroleiros ocuparam a portaria da refinaria na manhã desta quarta e realizaram uma assembleia.

"Essa política já se mostrou ineficiente. A população não concorda com o reajuste quase diário dos combustíveis e gás de cozinha. O apoio à greve dos caminhoneiros e, agora, à greve dos petroleiros, tem deixado isso muito claro", disse Rafael Prado, presidente do Sindipetro de São José..

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