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Editorial
Maio 02, 2018 - 22:57

Liberdade de imprensa

Nos dias em que as fake news atentam contra a democracia, a liberdade de imprensa torna-se ainda mais imprescindível


Cuidado, está em curso um duro, frontal e voraz ataque à democracia. O atentado, perpetrado continuamente de maneira tão cruel e covarde, transforma a palma da mão em um campo de batalha onde chovem setas de mouse envenenadas e falsas informações, com bombas viralizantes, especializadas na disseminação de ódio, preconceito e do clima de 'Fla-Flu' político crescente. Nesta quinta-feira, neste 3 de maio, dia mundial da liberdade de imprensa, torna-se imprescindível tratarmos da batalha travada sem trégua nas trincheiras da informação, diariamente, em um extenuante conflito contra o antijornalismo, contra as tropas numerosas que formam os exército das notícias falsas.

O que está em jogo neste campo minado? Tudo, absolutamente tudo. Esta é a avaliação da ONU (Organização das Nações Unidas), por exemplo, para quem as fake news são uma preocupação global, capaz de colocar a democracia -- este patrimônio simplesmente inegociável -- em xeque.

Entre os efeitos colaterais desse tsunami de boatos e mentiras, de acordo com a ONU, estão o risco da supressão do pensamento crítico e ainda o incentivo a abordagens contrárias à lei de direitos humanos. E, segundo as Nações Unidas, as notícias falsas são divulgadas por governos, empresas ou indivíduos, com o objetivo de 'enganar a população e, assim, interferir no direito do público em ter conhecimento do assunto'.

Em linhas gerais, de olho tanto no coração quanto na mente dos leitores, as fake news são a arma usada para hackear a opinião pública. Para especialistas, a desinformação e a propaganda podem destruir reputações e a privacidade e incitar à violência, discriminação e hostilidade contra certos grupos da sociedade.

Em comunicado, a ONU alerta para a possibilidade de autoridades públicas denegrirem, intimidarem ou ameaçarem os meios de comunicação, pondo a mídia como sendo 'a oposição' ou com falsas acusações de que esteja 'mentindo'. Tudo isso, diz o documento, aumenta o risco de ameaças e violência contra jornalistas.

Por isso, não se engane.

Neste dia 3 de maio, em todo o mundo, celebra-se a liberdade de imprensa, lembrando-se de que, ainda hoje, muitos jornalistas pagam com a vida pela sua nobre e fundamental missão de informar.

A liberdade de imprensa é fundamental, essencial, imprescindível. Trata-se de um dos pilares da democracia. E esse dia ganha ainda mais importância nos dias atuais, já tão sombrios, varridos por esse tsunami de fake news.

A imprensa é o farol. Sem a luz de sua liberdade, não há sociedade verdadeiramente livre. Pois a democracia morre na escuridão. Viva livre. Viva a liberdade..

 

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