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Maio 10, 2018 - 23:47

Antonio Fagundes traz a São José comédia 'Baixa Terapia

Antonio Fagundes

Paixão. Para Fagundes, fazer teatro é um ato de resistência

Foto: /Divulgação

Paula Maria [email protected]

"Manter uma plateia sentada, por uma hora e meia, numa sala escura, ouvindo seis atores e sem que ela mexa no celular é um verdadeiro ato revolucionário, e é por isso que o teatro continua vivo", cravou Antonio Fagundes.

Pois é, fazer teatro sempre foi difícil, mesmo para um dos mais aplaudidos atores do cenário nacional. Com as redes sociais e a "viciante" tecnologia, o desafio se torna ainda maior.

E é numa referência a essa febre social que incita a todos a compartilharem a sua privacidade na web, que Fagundes apresenta sua peça "Baixa Terapia", comédia em cartaz em São José neste final de semana.

Na trama, escrita por Matias Del Frederico, com adaptação de Daniel Veronese, três casais que não se conhecem se encontram inesperadamente em um consultório para sua sessão habitual de terapia. Mas, dessa vez, descobrem que a psicóloga não estará presente. Aliás, a terapeuta deixou a sala preparada para recebê-los com um pequeno bar - onde não falta whisky -, e uma mesa de envelopes contendo instruções de como deverá ser conduzida a sessão.

O objetivo dela é que todas as questões sejam resolvidas em grupo. Assim, cada envelope traz engenhosas situações, transformando a reunião num divertido caos.

"Eu sempre gostei de comédias e, infelizmente, tive pouca oportunidade na televisão. Mas em teatro fiz bastante. Sempre procurei bons textos. E este é muito bem escrito. Ele não deixa a densidade de lado, mas coloca as situações de forma engraçada. A peça traz pessoas abrindo seu interior a desconhecidos. A plateia gargalha por uma hora e meia", disse Fagundes.

Família.

No elenco, Bruno Fagundes, que repete a parceria com o pai, já vista em "Vermelhos" (2012), uma comédia dramática, e em "Tribos" (2013), comédia perversa.

"Na primeira vez em que trabalhamos juntos, me surpreendi com o empenho dele e o tipo de aprofundamento que ele faz em busca do personagem. Isso foi muito bonito. Bruno é um profissional de primeira linha. Se tudo correr bem, vamos repetir muitas vezes essa parceria", afirmou o ator.

Além dele, Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan e Fábio Espósito também sobem ao palco.

Bastidores.

Também com papel atuante na produção do espetáculo, Fagundes conta que a ausência de políticas públicas voltadas para a área teatral é um dos empecilhos encontrados pelos produtores.

"Não temos uma política de Estado que sobreviva a mudanças de governo e pensem na formação de público. Mas, ao mesmo tempo, percebo que, em tempos de falta de privacidade e de foco, muitas pessoas têm procurado ir ao teatro. É um ato de resistência".

Serviço.

"Baixa Terapia" está em cartaz no teatro Colinas (av. São João, 2200), nesta sexta-feira (11), às 21h30; sábado (12), às 19h; e domingo (13), às 18h. Ingressos: R$ 130..

 

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