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Maio 14, 2018 - 22:40

FCCR quer sistema de museus referência na RMVale

Paula Maria [email protected]

Parte de um ambicioso projeto da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), o Museu Municipal, localizado no nomeado Espaço Mário Covas, no Centro de São José, abre suas portas nesta terça-feira (15), às 19h30, com a exposição "Arte Viva", que inaugura nova fase local.

Mais do que levar arte à população joseense, a instituição pretende tornar o museu referência na RMVale. Inclusive para visitantes estrangeiros que vêm a cidade à negócios. Para tanto, foram investidos cerca de R$ 60 mil em equipe (R$ 10 mil), adequação e reforma (R$ 50 mil) do espaço que um dia abrigou o Museu do Esporte.

"Quando Aldo Zonzini (presidente da FCCR) me convidou para cuidar dos museus, lhe apresentei o estado em que as obras se encontravam e defendi o que esses locais poderiam representar para a sociedade. Montei uma proposta ambiciosa e tive carta branca", contou Washington Freitas, coordenador dos Museus.

Em pauta, preocupações com conservação e higienização da reserva técnica, educativo bilíngue para receber as pessoas, exposições de qualidade, iluminação adequada e projetos com curadoria, além de cursos de formação.

"Encontramos vários desafios ao longo deste um ano, da reserva à estrutura do prédio. Antes de iniciarmos o projeto, era preciso formar uma equipe de forma que ela entendesse a importância do museu para a cidade. Era preciso que todos percebessem que ainda que o museu seja um equipamento cultural, não é como uma casa de cultura. As responsabilidades são diferentes. O museu é um órgão delicado", disse Freitas.

viva!

"Arte Viva" conta com a curadoria de Pitiu Bomfin e projeto expográfico de Célia Barros. Seu foco é valorizar aquele que talvez tenha sido o mais importante momento das artes visuais em São José - quiçá na região: o período da Escola de Belas Artes e do Ateliê Livre de Pintura, ambos da década de 1960.

"Conhecia pouco do acervo do museu. E, quando me deparei com aquelas obras, tive a curiosidade de saber como elas chegaram ali. E foi em meio as pesquisas que entendi o quão importante elas eram histórica e artisticamente", afirmou Pitiu.

"Elas são de um momento em que pessoas de outras cidades, obrigadas a viverem aqui por uma questão de saúde (fase sanatorial), resolveram trazer à cidade um pouco da efervescência cultural da capital. Foi um período muito rico", continuou.

Ainda segundo a curadora, o movimento das artes plásticas daqui estava integrado aos acontecimentos paulistanos. "Estávamos sintonizados ao movimento concretista e não porque queríamos fazer igual ao que ocorria na capital, mas porque o movimento também estava acontecendo aqui".

São ao todo 70 trabalhos, entre pinturas, desenhos e esculturas, de 43 artistas; além de documentos, jornais, catálogos, convites, recibos de premiações, desejos e esboços originais.

A mostra é dividida em três salas temáticas. Dois dos espaços são dedicados à homenagens aos artistas Johann Gütlich, professor gestor da Escola de belas Artes; e Estevão Nador, coordenador do Ateliê Livre de Pintura e adepto do movimento concretista. "Pensamos as salas de modo que as pessoas possam dialogar com as obras. Nos últimos espaços, propusemos uma reflexão sobre a arte", explicou Célia.

Extra.

Ainda que tenha começado pelo Museu Municipal, a proposta da FCCR se estende a todo o sistema de museus, abrangendo também o de Arte Sacra, do Folclore e o Histórico e Arquitetônico, que será montado na antiga igreja São Benedito.

O Museu Municipal fica na praça Afonso Pena, 29. A exposição poderá ser vista de terça à sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 9h às 13h.

Entrada gratuita..

 

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