São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Junho 08, 2018 - 22:33

RMVALE E OBRA PARADA

Falta de investimento do Estado coloca em xeque a RM e pode engavetar 'bandeiras' importantes para todo o Vale


Reportagem especial publicada nas páginas 2 e 3 deste fim de semana revela que a RMVale recebeu efetivamente apenas um terço da verba orçada nos últimos dois anos. A falta de investimentos para a Região Metropolitana do Vale do Paraíba põe em risco o desenvolvimento das principais bandeiras da RM, criada em 2012 pelo governo paulista. O orçamento estimado para este ano é de R$ 2,9 milhões, porém até aqui a RMVale recebeu do governo estadual R$ 372 mil até agora, 12,82% do previsto. Durante o ano passado, o orçamento previsto era de R$ 2,5 milhões e o repasse foi de R$ 669,7 mil (26,78%). Em 2016, foram R$ 886,3 mil, o equivalente a 34% da previsão de R$ 2,6 milhões.

Sem os recursos, os projetos da RMVale patinam, como é o caso do Trivale, o transporte intermunicipal rápido por ônibus, e também a criação de um verdadeiro cinturão de monitoramento por câmeras, para ajudar a combater a criminalidade no Vale, a região mais violenta de São Paulo.

A OVALE, o prefeito de Paraibuna, Victor de Cássio Miranda, o Vitão (PSDB), eleito presidente da região metropolitana nesta semana, admitiu: sem verba, as bandeiras podem ser engavetadas. Qual é a prioridade?

A contratação do PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado) da RMVale, que custará R$ 1,5 milhão -- o dinheiro, no entanto, não está confirmado.

"Estamos pedindo ao governo estadual e ele está sinalizando positivo para liberar. É algo necessário, senão não sairemos no lugar", disse Vitão.

Pessimista, porém, ele reconhece que será difícil. "É um ponto crucial e tem que avançar. Esperamos que saia. O tempo é curto", disse ele sobre o projeto do cinturão de câmeras no Vale.

Em outra reportagem, publicada na página 4 desta edição, uma varredura feita pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo aponta que, nas 16 cidades da região vistoriadas, cerca de 40% das obras públicas anunciadas pelas prefeituras sofrem com atrasos ou estão paradas -- é quase a metade.

Após a constatação do quadro de abandono, o Tribunal notifica então os municípios, para que os prefeitos tomem providências.

Tanto no caso da RMVale como na fiscalização do TCE fica claro que promete-se muito e cumpre-se pouco, principalmente quando o cofre anda vazio.

A dúvida é: está vazio porque o dinheiro foi investido ou porque foi gasto equivocadamente?

Com a resposta, os gestores.

Se prometeu, tem que cumprir. Quando a RM sairá do papel?.

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO