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Editorial
Junho 26, 2018 - 23:34

Separar joio do trigo

É preciso fiscalizar, apurar e punir os policiais militares e civis que, ao invés de combaterem, praticarem delitos


Separar o joio do trigo. A expressão popular faz referência a uma das parábolas de Jesus Cristo descritas nos evangelhos, mais precisamente no Novo Testamento. Em Mateus 13:24-30, é descrito que durante o Juízo Final, os anjos separarão os 'filhos do maligno' (neste caso simbolizados pelo 'joio') dos 'filhos do reino' (trigo). E a parábola diz: "O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Porém quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. Chegando os servos do dono do campo, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Pois donde vem o joio?", aponta trecho do evangelho. Reportagem da página 3 desta edição evidencia, no campo da segurança pública, que é sim preciso separar o joio do trigo. De janeiro a maio, segundo relatório oficial, as forças de segurança pública do Vale do Paraíba receberam 138 denúncias.

Área mais violenta do estado, a RMVale foi a terceira região do interior de São Paulo com maior número de queixas contra a polícia, atrás somente de Campinas e Baixada Santista, que tiveram respectivamente 166 e 151 casos.

Nos cinco primeiros meses deste ano, a Ouvidoria da Polícia recebeu um total de 2.243 reclamações, sendo 138 delas relacionadas à atuação das polícias no Vale do Paraíba, 13,61% das denúncias no interior paulista.

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo é um órgão que tem como meta ser porta-voz da população na fiscalização da atividade policial, cobrar a investigação rigorosa dos casos.

Na região, as queixas mais frequentes foram de má qualidade no atendimento (com 19), infração disciplinar (19), abuso de autoridade (16), solicitação de policiamento (13), ligação com o tráfico de drogas (10), prevaricação (9), homicídio (8) e intervenção em ponto de drogas (8).

"Enfrentar a criminalidade e acabar com a violência policial não são antagônicos", aponta Benedito Domingos Mariano, ouvidor da Polícia.

Em 2017, a segurança na região ficou marcada pelas prisões de dezenas de policiais militares e civis, principalmente por tráfico de entorpecentes.

O processo de depuração policial é essencial para a segurança pública. É preciso apurar, fiscalizar, investigar e, caso a denúncia seja constatada, punir com rigor.

É preciso separar o joio do trigo. A sociedade merece e precisa diferenciar quem é polícia de quem é ladrão..

 

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