São José dos Campos
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Editorial
Junho 28, 2018 - 23:15

Bosque sofre manobra

Proposta de emenda à LDO, que garantia R$ 4 milhões à criação de parque na Tívoli, é derrubada por governistas


Qual é o caminho? São José dos Campos, um dos principais polos tecnológicos e econômicos do Brasil, deve escolher que trilha seguir na direção ao futuro. Como descrito aqui, em ocasião anterior, a polêmica envolvendo o corte de árvores localizadas no Bosque da Tívoli, no centro da cidade, é emblemática. Ela revela, sem floreios, que há dois caminhos distintos à frente da terra do avião e de Cassiano Ricardo: um deles acredita que há possibilidade de aliar desenvolvimento e qualidade de vida; o outro é adepto da ultrapassada e retrógrada visão de que progresso é a prática de derrubar árvores e encher de asfalto e fumaça os poucos pulmões verdes do município.

O que fazer com o Bosque?

No meio do bosque, localizado em uma área com 8,5 mil metros quadrados na avenida Tívoli, há 274 árvores nativas e156 árvores exóticas, além da fauna rica, com animais raros, incluindo alguns com risco de extinção.

A intenção é derrubar parte do verde para construir um estacionamento, onde flora e fauna não terão vaga. Atualmente, as obras estão suspensas, por determinação do Poder Judiciário.

Quem defende o Bosque?

Os moradores da Vila Betânia lutam pela preservação da área verde e pelo fim do empreendimento da construtora Marcondes Cesar. A pressão, que teve a adesão da cidade, foi determinante para a suspensão do corte de árvores e deixou acuado o poder público, que havia lavado as mãos inicialmente.

Uma comissão debate as possíveis saídas para o caso.

No entanto, nas entrelinhas, já é óbvio que a prefeitura não tem o interesse de atender a reivindição dos moradores.

Nesta quinta, manobra da base governista derrubou uma emenda à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2019, que garantiria R$ 4 milhões para a criação de parque no Bosque. A emenda foi proposta pelo movimento 'Somos Parque Betânia' e tinha a assinatura de 11 vereadores.

Porém, as comissões de Economia e de Justiça não deram parecer para o pedido.

Cabe aos nobres vereadores e à prefeitura responderem à pergunta que os moradores da cidade não se cansam de fazer. Qual é o futuro de São José?.

 

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