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Esporte
Junho 08, 2018 - 18:28

MARCOU ÉPOCA O Senhor das Copas

COPA DO MUNDO. FLÁVIO ARAÚJO, que NARROU CINCO MUNDIAIS, VIVEU DOIS ANOS EM SÃO JOSÉ

Marcos Eduardo Carvalho @marcosovale78
São José dos Campos

"Deixou passar pra Éder, de pé canhoto... gol... gooooool... é do Brasil!. Éder!. É do Brasil. Éder". Assim narrou Flávio Araújo, então locutor da Rádio Gazeta de São Paulo, o gol da virada da Seleção Brasileira sobre a União Soviética na abertura da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Um entre milhares de gols narrados por ele ao longo da carreira. Aliás, foram cinco coberturas de Copa do Mundo, entre 1966 e 1982. Todas pela Rádio Bandeirantes. "Com exceção de 1982 quando transmiti pela Rádio Gazeta em conjunto com a Rádio Clube Paranaense. Foi a minha última Copa ao microfone", disse em entrevista exclusiva ao OVALE.

Hoje, aos 83 anos, ele está aposentado e curte a tranquilidade de seu apartamento em Poços de Caldas-MG desde maio. Porém, nos últimos dois anos, morou em São José dos Campos, na Vila Ema. Viúvo e pai de quatro filhos, um deles ainda mora em São José, o publicitário Sílvio Américo de Araújo. Agora, só acompanha aos jogos pela televisão.

Flávio Araújo fez história no rádio. E, naturalmente, tem muitas histórias para contar e guarda grandes lembranças daqueles tempos. Perguntado sobre sua Copa mais marcante, não tem dúvidas em responder: "Sem dúvida a do México, em 1970. Não apenas pela conquista do tri, mas também pela euforia no país, pelo que significou aquela vitória e pela qualidade do futebol que exibimos", afirmou Araújo, que nasceu em Presidente Prudente e começou sua carreira no rádio aos 15 anos, em sua cidade natal, há quase 60 anos. "Comecei em 1950 na Rádio Difusora local. Posteriormente trabalhei na Bandeirantes do final de 1977 até 1981, em seguida, de 1981 a 1986 na Rádio Gazeta e finalmente de 1992 a 2002 na Rádio Central de Campinas", mas aí só como comentarista e diretor do departamento de jornalismo", disse.

BONS TEMPOS.

O narrador de cinco Copas teve o privilégio, como ele mesmo diz, de narrar os jogos nos estádio. Nada de narração em estúdio. "Evidente que sinto saudade. Foi uma época maravilhosa em minha vida profissional. Só transmiti jogos diretamente dos estádios e jamais pela televisão o que é rotina nos dias atuais. Nas Copas isso só começou em 1974, primeira Copa da Alemanha, quando surgiu um centro de imprensa com cabines com monitores para as emissoras acompanharem todos os jogos. Mas, como sempre transmiti os jogos mais importantes jamais tive que fazer transmissões "off tube". A transmissão diretamente do estádio para os narradores é sempre muito mais emocionante".

Segundo ele, as melhores seleções que viu jogar foram as de 1970 e 1982. "Mesmo que esta última não conquistasse o título", destaca Araújo. A longa carreira não se resume apenas às Copas do Mundo. "Vivi, sem falsa modéstia, o período dourado do esporte brasileiro. Narrei a carreira de Pelé do princípio ao fim. Inclusive a narração do milésimo gol no filme 'Pelé Eterno' que foi escolhida, foi a minha. Narrei a carreira toda de Eder Jofre no pugilismo, inclusive três transmissões do Japão. Narrei Fórmula 1 de 1972 (primeiro título mundial de Emerson Fittipaldi, em Monza) até 1981 de forma ininterrupta. (Narrei) Mundiais de basquete com grandes equipes como Sírio e Corinthians e seleção brasileira de Wlamir, Amauri, Succar, Oscar Schmidt, Ubiratã, Rosa Branca, etc"..

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