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Junho 26, 2018 - 23:34

Secretária adjunta de Cultura visita o Vale para reuniões com municípios

Eureka!

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Foto: /Divulgação

Paula Maria [email protected]

Políticas públicas focadas em economia criativa. Essa é a meta da designer Patrícia Penna, secretária-adjunta de Cultura do Estado de São Paulo, que estará em São José dos Campos nesta quinta-feira (28) numa reunião com Agenor Carvalho, diretor cultural da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo).

O foco do encontro é reforçar o convite para que o município participe do evento "Futuro na Cultura", fórum que ocorrerá entre os dias 10 e 11 de agosto no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Depois de São José, onde estará às 10h; ela irá para Caraguatatuba, e se encontra com representantes da Fundacc, às 15h. Na sexta-feira (29), será a vez de Campos do Jordão receber sua visita às 14h.

"Estamos indo à todas as regiões do Estado para explicar o que é economia criativa e convidar os municípios para o evento. Queremos dialogar primeiro com o poder público, para então ampliar o debate para a sociedade", afirmou Patrícia.

"No entanto, temos encontrado dificuldade em fazer com que todos compreendam o que é essa economia, e sem essa compreensão, fica difícil criar políticas públicas que fomentem uma efervescência na área", continuou.

EXPLICAÇÕES.

Economia criativa envolve processos de criação, produção e distribuição de produtos e serviços usando a criatividade. Segundo a secretária-adjunta, a base da economia está em entender que há necessidades do ser humano cujos recursos para supri-las são escassos. O desafio é resolver essa equação de forma criativa.

"Mas só conseguimos criar projetos inovadores quando há uma classe criativa, em que pessoas são capacitadas. Porque ainda que a criatividade seja algo nato, existem técnicas que podem ampliá-la. E, quando quebramos essa escassez, conseguimos resolver não só nossos problemas, mas de uma coletividade", disse.

Confuso? Simplificando: suponhamos que você, leitor, tem habilidades manuais e gosta de marcenaria. Então, percebe que muitas pessoas gostariam de ter móveis customizados em casa. De olho na possibilidade de ganhar dinheiro, você passa a oferecer o produto. Pronto: está inserido nessa economia.

Outro exemplo: você sabe tocar violão e já ouviu de várias pessoas que elas gostariam de aprender nas horas vagas a tocar o instrumento musical. Então, você resolve oferecer suas aulas em plataformas on-line ou aplicativos a um determinado custo. Isso é o que é chamado de economia criativa.

Indo mais longe: na sua vizinhança todo o mundo tem cachorro, mas você percebe que muitos ficam dentro de casa porque seus donos não têm tempo ao longo da semana para passear com eles. Então lhe ocorre uma ideia: caminhar com os animais a um valor "X" por hora. Sim, isso também faz parte dessa economia.

Vale ressaltar que a cultura movimenta 3% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

"Ela é criativa, solidária e colaborativa", disse Patrícia. "Acreditamos que uma produção, independente do tamanho que tenha, seja capaz de acoplar um montante de profissionais que precisam estar capacitados, seja para atuar como figurinista, cenógrafo, produtor ou mesmo um faz tudo. A ideia é ampliar esse mercado".

Espaço próprio.

A meta da secretária-adjunta é a criação de uma coordenadoria na área dentro da Secretaria da Cultura do Estado.

"Hoje, o que temos é um edital voltado para a área. Mas é preciso mais. Precisamos debater o futuro. Quais os mecanismos que possamos desenvolver dialogando com a tecnologia?", continuou. "E, temos de nos aproximar também de outras secretarias, porque a economia criativa passa pelo turismo, educação e meio ambiente, entre outros setores que precisam convergir para que criemos projetos inovadores".

MAIS.

Mas como fica as propostas culturais tradicionais diante desse novo momento? "Temos de continuar investindo no que já produzimos. Aliás, é preciso criar outros mecanismos para garantir que todos estejam abraçados", disse.

Ainda segundo ela, está em seus planos recolocar em discussão a pauta do PL 278/2017, de autoria do deputado estadual Caio França (PSB-SP), que institui a Política de Incentivo à Economia Criativa no Estado de São Paulo e que prevê a ampliação das Escolas Técnicas de Economia Criativa e o estimulo de investimentos em micros, pequenos e médios empreendedores, entre outros pontos.

A secretária também quer a criação de um fundo público para a movimentação do mercado cultural paulistano, com investimento da iniciativa privada; e a criação de uma plataforma digital em que projetos estejam disponíveis para que investidores possam patrocinar aqueles que lhes interessarem..

 

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