São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Julho 04, 2018 - 23:06

Novos voos da Embraer

Para a companhia do Vale do Paraíba, acordo com norte-americana representa a criação de novas oportunidades


Qual é o plano de voo que se apresenta diante do futuro da Embraer, companhia de São José dos Campos que ocupa hoje a terceira colocação entre as maiores empresas de aviação executiva do planeta? Com o aval do governo federal, a negociação entre a empresa valeparaibana e a gigante norte-americana Boeing encaminha-se para um desfecho, com a celebração de um acordo. A informação é de que as duas companhias já preparam um comunicado para detalhar os termos da parceria, que culminará na criação de uma terceira empresa, uma joint venture que absorverá a aviação comercial da Embraer, deixando de fora a a área de Defesa, que continuará sob o comando brasileiro. A nova companhia terá participação majoritária da Boeing (80%) e minoritária da Embraer (20%), que terá assento no conselho de administração da empresa. O comunicado das fabricantes não encerra o assunto. O governo federal irá analisar o memorando antes de aprová-lo, o que poderá levar até quatro meses.

A medida representa um céu de brigadeiro para a Embraer? Ou significa turbulência, aquele céu nebuloso?

De acordo com a companhia da região, o acordo representa a oportunidade de novos voos -- novos e maiores voos.

A Embraer encara a parceria com a Boeing como seu terceiro ciclo de desenvolvimento.

Os dois ciclos anteriores são a fundação, em 1969, e depois a privatização, no ano de 1994, quando a companhia esteve à beira da falência.

Agora, de acordo com fontes ligadas às empresas, o objetivo é criar um bloco entre EUA e Brasil para competir no mercado global.

A lógica do negócio é potencializar as duas empresas, que não competem em mercados comuns. E fazer frente ao consórcio europeu Airbus, principal rival da Boeing, que comprou fatia majoritária do programa de aeronaves regionais C Series da Bombardier, maior concorrente da Embraer.

A união ainda criaria uma terceira cadeia produtiva de valor na indústria aeroespacial, que já conta atualmente com a China e ainda o conglomerado europeu (Airbus) reforçado pelos canadenses. Se optasse por não se associar, justifica a Embraer, correria o risco de ficar isolada, perder o bonde (ou o voo, neste caso) da história.

Espera-se que a parceria, que é dada como certa, possa ser uma viagem tranquila rumo ao futuro da mais importante empresa do Vale, sempre com a garantia dos empregos na nossa região..

 

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