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Editorial
Julho 06, 2018 - 23:26

FIM DO SONHO DO HEXA

Fora de campo, o futebol brasileiro vive envolto em uma série de denúncias de corrupção e de desvios de dinheiro


Acabou, acabou o sonho do Hexa. Bom, pelo menos na Copa da Rússia. Sofrendo com um show de Lukaku, Hazard e De Bruyne, a Seleção Brasileira foi batida pela Bélgica nesta sexta-feira, por 2 a 1, em partida disputada na Arena Kazan, válida pelas quartas de final do Mundial. Favorita à conquista do título, a equipe comandada pelo técnico Tite, que atuou sob a batuta dos craques Neymar, Marcelo, Thiago Silva, Coutinho e outros, agora vai fazer as malas e voltar para o Brasil -- ou para a Europa, onde hoje vive a maioria dos atletas.

No bagagem, os brasileiros vão levar o sonho do Hexa para Catar, para a Copa de 2022. Quatro anos após o trágico 7 a 1, sofrido contra a Alemanha no Mineirão, a Seleção conseguiu reconstruir-se depois do trabalho ruim realizado por Dunga, graças à chegada de Tite pouco menos de dois anos atrás. Mas o futebol brasileiro, este patrimônio esportivo e cultural do povo, merecia vencer o Mundial? Aqui, que fique claro, o foco vai muito além do esquema tático, da convocação ou opção por um ou outro nome.

Não, a questão é: nosso futebol merece ser coroado o melhor do mundo? A resposta é mais clara do que a chance do gol de empate desperdiçada pelo meia Renato Augusto: não.

Aquele 7 a 1 no placar do Mineirão, que chocou o mundo todo há quatro anos, foi resultado de uma grave falência estrutural do futebol brasileiro, evidente naquele mundial -- não à toa marcado por obras superfaturadas, profundas falhas nos serviços públicos, etc.

Os principais nomes da cartolagem brasileira, como Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, estão envolvidos -- e até o pescoço -- em gravíssimas denúncias de corrupção. Lembra o que acontece em Brasília, não?

Todas essas questões já estavam sobre a mesa em 2002, mas a vitória no Japão acabou encobrindo os problemas e deixando-os sob o tapete. Obviamente, o torcedor brasileiro está de cabeça quente e triste com a eliminação brasileira. Mas é hora de erguer a cabeça e lembrar-se de que há um jogo ainda mais importante a ser disputado em 2018. Nas urnas.

Já pensou quando o torcedor brasileiro então passar a cobrar seus políticos da mesma forma que cobra seus jogadores?.

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