São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Julho 17, 2018 - 23:07

AINDA VAI DAR TRABALHO

Indústria começa a apresentar sinais de recuperação na região, mas oscilação mostra que ainda é cedo para festejar


Uma notícia positiva: as indústrias do Vale do Paraíba abriram 1.450 vagas no primeiro semestre de 2018. Balanço feito pelo Ciesp mostra que a regiao teve seu melhor resultado para o período desde 2014.

Notícia negativa: o mês de junho apresentou queda, e o panorama ainda é totalmente incerto por aqui. A RMVale perdeu 14,3 mil empregos desde 2014, sendo que a indústria foi responsável por grande parte disso: 6,4 mil vagas.

Matéria publicada na página 11 desta edição mostra os dois cenários: a alta semestral, que, realmente, é um cenário a ser comemorado; e, principalmente, a realidade momentânea.

Em junho, o setor industrial do Vale do Paraíba perdeu 300 vagas, interrompendo três meses de geração de postos de trabalho -- foram criados 250 em maio, 340 em abril e outros 600 em março.

Se o primeiro semestre foi bom, com uma grande alta, o intervalo dos últimos 12 meses ainda é ruim: saldo negativo na geração de emprego na indústria da região.

É tendência se apegar a boas novas para criar uma sensação de que está tudo melhor, por mais que não seja bem assim. É preciso tomar cuidado para que bons resultados pontuais não nos façam esquecer que a região ainda tem muito, mas muito a evoluir.

O Brasil ainda não saiu da crise, como o governo insiste em dizer. Trata-se de um cenário sem grandes expectativas, já que os próprios especialistas afirmam que é difícil prever o que vem por aí -- e, convenhamos, não é de hoje.

Em abril, OVALE revelou que o contingente de vagas na indústria caiu de 123 mil para 99 mil aqui na região, em apenas quatro anos, ao longo da crise econômica.

Para ver como não e fácil, os custos da indústria, com tributos e insumos, subiram 2,4% no país no começo deste ano, o maior aumento desde o fim de 2015, segundo a Confederação Nacional da Indústria.

Então, o fato: é necessário tomar cuidado. Ninguém quer ser estraga-prazeres e não comemorar notícias boas, mas ninguém quer ser iludido por uma falsa impressão.

Ainda há muito o que fazer para que o Brasil (e o Vale, região famosa por sua vocação industrial e que tem grande parte de sua população dependente das fábricas) retome a boa fase e 'quite' grande parte dos empregos perdidos..

 

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